O Oscar que vocês merecem

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Chris Rock começou bem. Zoou Will Smith, Jada Pinkett e toda a justiçada em torno da polêmica de cotas raciais no Oscar. Mas tirando uma ou outra menção do próprio Rock durante a premiação, seria mais uma noite careta e politicamente correta. Ao menos, assim eu pensei.

 

E eu estava certo

.

 

Depois de 20 minutos de aflição e raiva com a péssima tradução simultânea da TNT, comecei a buscar alternativas. Primeiro tentei assistir em streaming pirata,  mas não achei transmissão que prestasse. Aí tentei o site da ABC, mas havia a maligna restrição de país. Instalei um programa de vpn, mas o site deles é mais esperto e também não funcionou. Ainda faltava meia hora para acabar o que, segundo a rede Globo, era o evento mais importante da noite: O Big Brother. O jeito foi esperar. Nunca é tarde para o arrependimento. O meu, veio no primeiro comentário de Glória Pires. Foi quando finalmente me dei conta da grande perda que foi a morte do Zé Wilker.

 

E a premiação? Bem, uns 20 Oscars para Mad Max num combo estranhíssimo. Alguns justos, talvez todos, mas certamente, alguns inexplicáveis. Glória Pires achou merecido. Não lembro bem qual foi o primeiro prêmio importante da noite, mas lembro que a Globo transmitiu um flashback em tempo real da reprise do prêmio de melhor atriz coadjuvante de filme ativista de direitos de minorias com ênfase em transexualismo. E como nessa categoria só tinha um, ganhou uma atriz que não me recordo o nome, pelo filme “É uma cilada, Bino”. É claro que os trans vão reclamar de “roubo de protagonismo”, já que num filme de mulher montada, ganhou uma mulher biológica.

 

Depois teve as musiquinhas. Sim, assim mesmo, no diminuitivo, porque só tem canção no Oscar mesmo quando tem filme  da Disney. Começou com um cantor péssimo que, evidentemente eu não lembro o nome. Mas vale salientar que esse cara era muito fraco. Fraco, tipo, ruim. Vou estragar a surpresa, revelando que ele ganhou o prêmio, mas vou equilibrar, revelando um fato realmente surpreendente: ele era o melhor! Glória Pires achou “médio”. Eu achei ele péssimo mas os outros eram ainda piores. Tinha um cantor negro com um corte de cabelo inexplicável e um nome mais inexplicável ainda. Algo tipo “The Magic” ou “The Feeling”, sei lá. Foi a única indicação de “50 Tons de putaria”, já que excluíram a categoria “Melhor pretexto para um diretor despir atrizes”. Acho que teve mais uma música. Ah, é. Teve Dave Grohl fazendo dois Beatles darem piruetas em seus túmulos, desafinando no PRIMEIRO verso de “Blackbird”, o que é muito desagradável, já que era pra ser uma homenagem aos mortos e não uma tentativa de irritá-los em seu descanso eterno. Na homenagem, faltou o Comandante Lassard. Mas teve David Bowie. Foi o melhor cantor que apareceu por alí durante toda a premiação e estava morto.

 

Não faltou alguém falando do problema da “falta de representatividade” do negro no Oscar. E, como ninguém explicava abertamente sobre como resolver este problema, presumo que estavam pensando em cotas. E o politicamente correto foi a tônica ideológica deste Oscar, como tudo o que é mainstream no mundo. Aí chegou a hora da Lady Gaga. A música era tema de um documentário. Já te digo sobre o que, pois há uma hierarquia de absurdos que eu preciso respeitar. Vamos em ordem crescente. Lady Gaga, como sempre, estava deslumbrantemente feia e extravagante, como  a etiqueta dos malucos exige. Ia tocar piano. Não sei se tocou, mas eu sei que bateu muito mo instrumento. Faz algum sentido, porque, pra quem não sabe, o piano funciona por um sistema de percussão. Tem um tipo de martelinho que bate nas cordas quando você pressiona as teclas. Achei bom fazer esse comentário, porque será a coisa mais musical que você vai ler neste parágrafo. De vez em quando ela levantava do piano, numa atitude do tipo “Olha, caralho, como eu estou emocionada! Eu sou tipo um Jerry Lee Lewis com uma quilometragem sexual duzentas vezes maior! Eu sou um Elton John sem calcinha! Eu sou um Little Richard com doenças venéreas!” É claro que o teatrinho funcionou e teve gente que chorou e o caralho. No palco, tinha um tipo de coral com, suponho, mulheres abusadas. Não, tipo, não mulheres marrentas, espaçosas e sem educação. Mulheres que foram abusadas e aqui chegamos ao ápice da insanidade.

 

Segundo o tal documentário (tive que me segurar pra não usar aspas), UMA em cada CINCO mulheres americanas é abusada na universidade!!! Como isso é possível? Tipo, por esses números, é mais fácil você ser estuprada do que se formar. Quando uma garota americana falar que entrou na faculdade para receber o “canudo” NÃO está se referindo ao diploma. Aliás, ao que tudo indica, uma mulher americana não entra na faculdade. A faculdade é que entra nela. De onde esses caras tiram esses dados? É, também pensei nisso: só pode ser do cu mesmo. Teve diretor falando em “Cultura de violência sexual” (que é o jeito não feminista de dizer “cultura do estupro) e mulheres com frases de efeito rabiscadas no corpo. Só faltou introdução de crucifixos em orifícios corporais pra completar a festa, mas o equivalente a isso viria mais tarde.

 

Negaram o Oscar a Stallone. Sacanagem. Filhos da puta!

 

Esqueci quem ganhou melhor atriz.

 

Lembrei. Foi a atriz do Quarto de Jack. Concordo com Glória Pires: merecido.

 

Melhor diretor: o cara com nome estranho. Também fez alguma alusão ao politicamente correto. Não lembro o que foi. Foda-se.

 

Tava torcendo pelo Leonardo Di Caprio e ele ganhou. O prêmio foi pela performance no filme “O segredo do ursinho Pooh” que no Brasil ganhou o título de “As Aventuras de Zé Colmeia”. Eu e Glória Pires concordamos a respeito deste prêmio também. Começo a simpatizar com ela. Teve discurso falando sobre o homem destruir a natureza e sobre o aquecimento global ser uma “realidade”. O argumento: “estava muito quente no set”. Leo aprendeu direitinho com as feministas sobre o conceito de “vivência”. Já estou quase me arrependendo de ter torcido por esse banana.

 

Então chega o momento máximo da noite: melhor filme. Achei que iria para Mad Max. Ou talvez para o filme do Naruto, já que já tinha faturado o Oscar como melhor diretor. Talvez fosse aquele filme doido e foda com o Steve Carrell e o Bale. Mas não: ganhou o filme sobre pedofilia na Igreja. Faz sentido. Num Oscar onde toda a cartilha ativista pós-moderna esquerdista politicamente correta foi seguida, não podia faltar a tradicional porrada na Igreja Católica. É o clichê indispensável. Poderia ser sua aula de História no ginásio, mas era o Oscar. Teve diretor dizendo que “O clamor deveria chegar ao Vaticano”. Como sempre, não se leva em consideração a proporção (número de casos de pedofilia na igreja x número de sacerdotes) O assunto é velho, a igreja vem resolvendo, colaborando, se desculpando, mas reconhecer isso não traz bilheteria e nem cookies.

 

Enfim, segundo o Oscar, mulheres vão à universidade para serem estupradas e crianças vão à igreja para serem abusadas. A indústria de cinema é racista. O homem está estragando o planeta e a coisa mais importante sobre ganhar um prêmio de melhor canção é você ser gay.

 

A tia Vivian fez muito bem em não deixar o Will se misturar com essa gentalha.

 

por Vindicator

 

4 comentários Adicione o seu

  1. Fabiano disse:

    Tinha áudio original na tnt

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    1. vindicatormaster disse:

      Agora já era. Fica a dica para o ano que vem.

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  2. Anônimo disse:

    Melhor fórum, só senti falta do filme do naruto mesmo.

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  3. Darren disse:

    El caso de Sergio Jáuregui, dueño de albergues juveniles en Barna, Valencia y
    Sevilla, es un ejemplo: Poner en regla un local de 49
    plazas en Barna me llevó 8 años y medio de trámites y me costó veinticuatro mil trescientos
    euros. https://Usados.pplware.sapo.pt/author/virgieperal/

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