Just Because He´s Black

Cá estamos de volta, você, caro amigo Contronauta e eu, Adriano, o Imperador do Contra – o blog mais maldito do brasil, juntos para mais uma… polêêêêmica!! Pois é… disso que o povo gosta, é isso que o povo quer. E com o nosso faro super apurado para tretas, frescuras, picuinhas e putarias que rolam no cuzinho da internet (isso ficou meio estranho), vimos hoje com mais uma merda de bububu que rolou esta semana nos quadrinhos americanos – nos de super-herois, para ser mais preciso, que é onde a putada SJW vem mais estrilando hoje em dia. Então, sem mais enrolação, vamos à treta justiceira da semana:

 

A babaquice total aconteceu no começo dessa semana com uma entrevista em tom de pedido de desculpas do já provecto e defasado escritor Brian Michael Bendis cedida ao jornalista (e chato de galochas, babaca, fdp)  Evan Narcisse, que escreveu em sua coluna no site iO9´s um texto com muito chorume vitimista se lamentando da morte do personagem James Rhodes / Máquina de Combate, que ocorreu na edição 0 da mini série Civil War II, a nova mega saga da Marvel que está saindo atualmente nos States.  Na tal entrevista, Bendis basicamente se desculpa pela “mancada” de ter matado esse ícone, esse grande personagem, esse mito extremamente importante pros quadrinhos mundiais e para toda cultura pop, que é o glorioso… MÁQUINA DE COMBATE (oloko, meo… olha essa fera…!), que… na boa, né… vamos ser sinceros: o máximo de relevância que esse filha da puta já teve em seus quase 40 anos de existência, foi quando apareceu pela primeira vez no arcade Marvel Vs Capcom, de 1998 e olhe lá. E isso, por que não passava de um rip-off recolorido do Homem de Ferro de jogos anteriores. Enfim, essa foi a grande perda do ano…

Pra resumir  a merda toda, que vocês podem conferir na íntegra através dos dois links que postei acima, o que aconteceu foi que o grande Bendis deu um belo mea-culpa pelo fato de que o personagem que rodou na primeira edição da história, foi justo um super-herói NEGRO, coisa impensável nos dias de hoje, né… Afinal, como ousam matar um personagem de cor, isso é absurdo, caralho! É  crime e pecado!! O escritor tenta se justificar com o justiceiro social indignado de que por conta dessa politica toda de diversificação, inclusão e representatividade que vem se tornando tendencia nos quadrinhos em geral nesses últimos anos, é que todos os personagens encaram situações de risco nas mesmas proporções e portanto – o que já deveria ser bem obvio até para quem começou a ler gibi da Marvel semana passada, mas não parece ser para esse idiota do Evan Narcisse – é de que pessoas que enfrentam ameaças do nível de um Thanos, estão sujeitas a… morrerem (como se isso fosse de muita importancia num gibi da Marvel, mas, isso é uma outra história…).

 

O mimimi de Narcise vai além da saga atual e volta 10 anos atrás para a Guerra Civil original, de 2006, em que outro personagem negro também foi limado – o que ná epoca foi anunciado pelo então editor chefe da Marvel (e grande fanfarrão) Joe Quesada, como a “morte de um GRANDE personagem”, hahahahaha. O que, dado que o poder do falecido era poder ficar gigante, foi uma puta de uma boa tirada. Pro tal repórter, a razão de geralmente (na sua cabeça) apenas personagens negros morrerem em grandes sagas é de que ninguém se importa com eles, possivelmente por puro racismo. Bendis responde que está aberto a discutir o assunto, sem querer de forma alguma se utilizar do whitesplaining, que é o termo usado pelos gringos para nomear situações de típico sermão paternalista dado pelos brancos em direção a um preto (ou negro, ou afrodescendente ou  pessoa de cor, sei lá…) que define o que deve e o que  não deve ser considerado racista, enquanto o faz exibindo seu próprio racismo. Ele conclui dizendo, com o intuito de aliviar os ânimos do militante afobadinho de que uma nova personagem  já foi criada para assumir a identidade do finado, o que no caso, é uma situação win/win para quem tá reclamando, já que a provável nova War Machine é uma personagem negra E mulher, o que já preenche duas cotas aí n tabelinha da opressão.

Bem, agora, vamos às polemicas de fato: 

Em primeiro lugar: não era surpresa pra ninguém que o MdC ia rodar nessa. Já tinha sido muito especulado desde que saiu a sinopse da história no começo do ano. E dada a premissa do conflito, que é a  de – por razões puramente corporativas – botar  como os principais opositores de cada lado os personagens de Tony Stark / Homem de Ferro Downey Jr. e Carol Danvers / Miss Marvel Feminista, nada mais justo que colocar de pivô para origem da cisão entre os dois vingadores, o velho Rhodes, que além de ser um coronel de carreira do exercito americano e Vingador das antigas, também era o melhor amigo e capanga do Stark (e como vimos na edição zero, do Obama também) e atual namorado da atual Capitã Marvel. Se eles optaram por abrir a história com o clichê manjado  da morte de algum personagem que afete diretamente os dois antagonistas, esse cara só podia ser o Rhodes. Na verdade, era a unica escolha  – e isso tem nada a ver com racismo ou qualquer merda do tipo. Simplesmente foi o gatilho recursivo perfeito para dar o pontapé na história, conforme visto até aqui.

Ou seja, dentro do contexto DA HQ, por mais idiota que possa parecer, faz todo o sentido o que aconteceu. Acho que se o Bendis deveria pedir desculpa por algo, é pelo fato de há anos só vir fazendo histórias ruins, com plots furados e que não levam a lugar algum, fora sua tradicional falta de habilidade em respeitar caracterizações dos personagens em que ele põe as suas patinhas. E, ah, sim: no caso de Civil War II, também em usar um recurso narrativo tão manjado, o de matar um personagem qualquer para movimentar a trama – independente da cor do sujeito. Mas, vamos supor na melhor das intenções, que ele realmente acredite estar escrevendo uma boa história, apesar de caça-niqueis, o tiro saiu pela culatra. Pois o único destaque que a revista teve até o momento foi a polemica vazia da morte de um personagem negro, o que só serve para restringir e castrar a liberdade artística e de criação, que é o que deveria ser considerado e incentivado em primeiro lugar.

Pois, quando levamos esse negócio de “ai, não pode fazer isso ou aquilo, por conta do que as pessoas vão dizer”, principalmente em se tratando de um nicho tão maniqueísta quanto os comics de heróis, o roteirista fica totalmente incapaz e capado de poder representar com propriedade à todas as categorias de pessoas dentro do seu elenco de personagens, que se resumem aos 3 tipos básicos: heróis, vilões e coadjuvantes. Vamos esquecer os últimos e nos concentrar apenas nos dois primeiros, que são os que importam: por causa dessa merda de modinha politicamente correta, fica muito mais difícil para um autor poder retratar de forma heroica um personagem tradicionalmente branco, tipo… o Aquaman, em relação ao seu maior inimigo, o Arraia Negra, que é um negão – e um assassino.  Ou, em outro exemplo, o Batman que não pode dar uma porrada na Hera Venenosa ou na Lady Shiva (ambas assassinas), por que aí ele estará sendo machista, misógino, fascista, opressor, etc…

Na verdade, o que vem acontecendo em muitos casos é auto-censura mesmo (não sei se essa relutância dos autores em pegar pesado nessa questão de “antagonismo racial” é voluntária ou imposta pelas editoras), em que rola total protecionismo de personagens “de minorias oprimidas” reconhecidos tradicionalmente como capazes de cometer atos “maldosos”, o que consiste basicamente na função que lhes cabem, a de de vilão, simplesmente por puro medo de serem acusados de racistas por “fãs” e “leitores” mais escrotos, digo, sensíveis. Sinceramente, eu estou pouco me lixando para a cor das pessoas e quem vive e quem morre, o que eu quero é ler boas histórias, puro e simples entretenimento e nada mais. E boas histórias não vem de roteiristas submissos, que se contentam em fazer historinhas bonitinhas e super positivas para essa galerinha hipster mega sensível que bate palminha só para o que lhes agrada, mas sim, de escritores que as criam de forma espontânea e não deixando de serem fiéis ao que acreditam por medo de ofenderem os outros. O cachorro é que tem que balançar o rabo e não o contrário. Porque o vilão não pode ser um filho duma puta sangue ruim do caralho, só por que ele é negro? Gente boa ou ruim tem cor especifica?

Outros pontos muito importantes aqui e que servem pra refutar a falácia rasteira de Narcisse e de qualquer outro canalha que pense da mesma forma: se há mesmo uma preocupação séria do que as pessoas vão comentar mal sobre uma história/ um escritor/ uma editora / uma empresa, etc. por causa da morte de um personagem ficcional representante de uma “minoria”, de seja lá qual etnia / sexo ele for, isso não é o bastante para indicar que a linha editorial  não é tão diversa ou inclusiva quanto essa editora alega ser? E o que isso também não diz sobre o próprio público dessas histórias quando se manifesta dessa forma?

Se há mesmo uma demanda por uma retratação mais precisa de minorias, visando maior  diversidade de raça, gênero, etnia e sexualidade  de personagens nos quadrinhos de heróis,  essa é a maneira correta de se conduzi-los? Protegendo-os corporativamente de qualquer acontecimento drástico apenas para não causar melindres na tal minoria que teoricamente é o público alvo desse tal personagem? E mais: se essa retratação ocorre de forma fiel e digna – e não tô falando de só ter um negro ou latino ou mulher assumindo uma identidade famosa anteriormente usada por um personagem branco, cis, hetero, classe media, piroco opressor, mas sim de personagens representativos e relevantes de fato, porém não tão conhecidos – a morte desse mesmo personagem teria a mesma repercussão? Eu acho que não…

Ok, NO MUNDO REAL racismo é um problema sério e não deve ser ignorado ou tratado de forma leviana. Sim, concordo com isso. É um mal que impacta e fode de verdade a vida de muita gente. Maaaaaaaaas… é exatamente por isso que acho que isso não deva ter o mesmo peso ou servir de discurso constante  nos quadrinhos – ainda mais os de super-heróis, que são tão inofensivos e escapistas. Não tem necessidade de aprofundar esse tipo de debate moroso e inconclusivo e muito menos essa “problematização” escrota, originada do tal processo de “desconstrução” obtusa e maçante que começou lá atrás nos anos 80 com Watchmen e que insistem em manter de forma cada vez mais rasteira e pedante até hoje. E ainda mais de forma tão rasa, como geralmente acontece quando roteiristas merdas tipo o Bendis enveredam de querer tratar de questões importantes para a sociedade em geral, quase sempre sai merda. Merda chata e desinteressante, que não acrescenta em nada a debate algum, por que simplesmente não é para isso que os quadrinhos de heróis são feitos.  Ou seja, procurar holofote e vomitar tanto mimimi e bububu por causa de uma história tão rasa e sem sentido quanto Civil War II não vai fazer bem algum a sua “nobre” causa, militante de merda.

 

De novo, se você não me entendeu (antes que vagabundo venha me acusar de discurso de ódio de novo): EU NÃO ESTOU DIZENDO AQUI QUE RACISMO NÃO EXISTE OU QUE SEJA ALGO BANAL. TAMBÉM NÃO ESTOU DIZENDO QUE É ACEITÁVEL OU NEGANDO QUE ACONTEÇA O TEMPO TODO  OU QUE DEVAMOS NOS CONFORMAR COM ISSO. O que quero dizer é que acho que nem o escritor, muito menos a Marvel deveriam se dar ao trabalho de se justificarem com seja lá qual “minoria”  for   usando de termos nojentos de círculos SJW da moda para explicar a porcaria de uma história a qual eles produziram usando os personagens dos quais são devidamente proprietários, apenas para se abrigarem de uma avalanche de ódio que vêm das cabeças de merda desse povo, que se dizem tão praticantes da tolerância e do amor, mas que são em 99% dos casos os mais segregadores, autoritários e odiosos de toda a escória da sociedade. Não tem um dia que passe sem um viado ditadorzinho metido a politicamente correto querer calar a boca de qualquer um por pensar ou dizer algo que não coadune com sua agenda. Se todo mundo baixar a cabeça e se deixar pautar por essa meia dúzia de filhos da puta, em que caralhos de mundo de idiocracia vamos parar?

Já é foda ter que dar satisfação de tudo que se faz hoje em dia. Sempre tem alguém descontente e bostejando pra todo canto – isso quando vagabundo não clama por censura daquilo que não tolera ou compreende. Pior é ter que se sujeitar a dar entrevista pra se justificar por conta de uma porra de uma história, sem importância alguma e que em poucos anos muito pouco dela será considerada. Agora, ter que se explicar para acalmar os animos da malta SJW, ao invés de comentar sobre os aspectos positivos de sua história é o fundo do poço. Te fode aí, Bendis. Isso é bem feito pra você, que sempre foi afeito a dar atenção para esse tipo de gente, agora virou escravo dessa corja em seu triste fim de carreira. Isso é o que acontece quando você “trai o movimento, véio”. Esses caras não tem dó nem da própria mãe. Justiceiro social não é solidário nem mesmo no câncer (que na verdade, é o que ELES são).

Enfim, gente que leva a sério e se utiliza de termos como “whitesplaining” ou merdas do tipo “gaslighting”, “espaço seguro”, “local de fala”, na minha opinião merece é tomar tapa de mão aberta na cara. Fucking serious, cambada de filhos da puta… vão virar gente e parem com esse chorume nojento e vitimista. Como vocês mesmos vivem dizendo: estamos em 2016, em pleno seculo XXI e vagabundo ainda se retorcendo por questões de raça… Porra, todos nós (a grande maioria pelo menos, hahaha), SERES HUMANOS temos a mesma porra de sangue vermelho, duas orelhas, dois olhos, um nariz e uma boca… Vamos virar o disco (ou cd, dvd, ou bluray) e botar essa inteligencia pra trabalhar pra tentar resolver os problemas da porra do mundo – ou pelo menos, fazer um esforço pra tentar resolver OS NOSSOS  problemas – ao invés de ficar se contentando em apenas sair por aí falando MERDA e problematizando cor de personagem ficcional de gibizinho. Ainda mais num universo onde esses personagens existem em todos os tons de cores da escala da Pantone, incluindo verde, rosa e o caralho da cor que você quiser e que uma nova “raça” não passa de um mero clique em qual corzinha que vai ser usada.

 

 

 

10 comentários Adicione o seu

  1. Fernando Mendes disse:

    Estou tentando colecionar os quadrinhos da Marvel. Mas vou ter que garimpar a era atual para encontrar alguma coisa que valha a pena guardar…

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  2. videus pornos disse:

    Além de quadros e também reportagens, Amor & Sexo
    conta com uma plateia eclética, de por volta de 400 pessoas, que interage com os convidados
    e com a apresentadora Fernanda Lima. http://kobylky.radobyl.eu/index.php?option=com_phocaguestbook&view=phocaguestbook&id=1&itemid=55

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  3. El sexo xxx siempre llama la atención a cualquier amante del género para
    adultos, así que sabemos que apenas va a resultar muy difícil
    resistirte a todo el material que tenemos preparado para
    ti dentro de Videos Porno Gratisname. http://www.marinasalvador.com/2016/06/actuacion-burlesque-con-copa-de-marina-salvador/

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  4. A comum das seres humanos diga que não possui tempo
    com se aperfeiçoar, contudo mostramos que acossar minutos por dia nunca proporciona resultados positivos”, afirma Duck-chul Lee, docente da Generalidade condoimento Aparato dentre Iowa e coordenador comiseração aplicação. http://www.bottompics.s14.deinprovider.de/test.php?a%5B%5D=%3Ca%20href%3Dhttp%3A%2F%2Fcorreremagrece.com%2Fbeneficios-da-corrida-para-corpo-saude%2F%3Ecorreremagrece%3C%2Fa%3E

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