Contra O MinC E A Maldita Lei Rouanet

A Lei Rouanet é um câncer. Sou totalmente contra ela. E desconheço algum argumento de defesa a esse excremento que seja minimamente honesto ou isento de interesses e más intenções. Melhor dizendo: eu sou absolutamente contra qualquer tipo de incentivo, subsídio ou patrocínio à  qualquer tipo de produção cultural feitos com dinheiro público.  Mais do que a lei rouanet, o execrável Ministério da Cultura deveria acabar. Quase aconteceu… mas, não rolou graças à indolência e covardia desse vermezinho que chamamos de Presidente interino, que cedeu covardemente à pressão de uma panelinha de canalhas, que fez dois dias de barulho, inclusive fora do país. O bostinha não resistiu a pressão e atendeu bovinamente às demandas da mixórdia. A elite artística brasileira não passa de uma minoria barulhenta que gosta de dinheiro acima de tudo e que está pouco se fodendo pro que caralhos é “arte”. O negócio desse povo é dinheiro graúdo, tetinha do governo, arrancar grana de empresa multinacional. E digo isso de todo mundo: da galera do cinema, teatro, literatura, música, artes plásticas, quadrinhos… É esse o único motivo dos artistas em defenderem tão caninamente o Ministério da Cultura: encherem o rabo de dinheiro. pau no cu da arte.

Precisou de essa estrovenga entrar na mira da nossa considerada Operação Lava jato, pra cair na atenção popular e da mídia adesista pra se darem conta do quão bisonha e sem sentido essa merda de Lei Rouanet se trata. Qualquer puto  retardado deveria saber que não é de hoje que tudo o que se trata dessas leis de incentivo à cultura vem andando na merda total. O MinC é um ralo tamanho king size de dinheiro que é despejado direto ao esgoto. Sem querer ser demagogo, mas, caralho… olha pro seu bairro, onde você mora… As escolas fodidas de merda em que você ou seus filhos estudam; Se você usa o SUS e precisa de tratamento medico, vai pra onde? Pra um hospital arrebentado, quebrado, chulezento, agonizar no corredor, enquanto morre um outro desgraçado para desocupar a maca que você vai ser torturado. Enfim, não preciso ficar nessa cantilena pra você  sacar que é absurda a ideia de que tenhamos serviços públicos tão porcos e de péssima qualidade enquanto tem um Ministério, com um puta orçamento que dá milhões pra vagabundos emaconhados e medíocres fazerem seus filmes, seus shows, suas peças, toda essa merda por meio de programas de incentivo e patrocínio direto…

Caralho, o dinheiro do governo não é do governo. É uma porra de dinheiro que nos é tomado à força através de impostos compulsórios e estupidamente abusivos que passamos a vida toda pagando. Não dá pra aceitar uma criança passar o dia inteiro numa escola infantil comendo meia bisnaguinha no café da manha e uma sopa que parece lama podre de esgoto, enquanto não sei quantos milhões são cedidos pra um merda de ator global bancar o seu filme, que ele teria todas as condiçõe$ de pagar tranquilamente. Ou você acha que a Xuxa não poderia tirar uns milhões do bolso se quisesse fazer merdas como essa por conta própria?

Voltando no passado, há coisa de 30, 40 anos atrás quando não existia isso, todas as manifestações culturais no Brasil (cinema, teatro, música, artes plásticas etc.) eram basicamente bancadas por produtores que investiam tendo em vista a possibilidade de viverem da bilheteria, da renda gerada pelo produto. Esses caras botavam grana do próprio bolso no que acreditavam – ou pelo menos era o que essa gente dizia. Com a entrada da Lei Rouanet, de 1991, essa obrigação de trabalhar em amor à arte acabou.  A possibilidade de conseguir um financiamento de uma empresa privada com a promessa de uma renúncia fiscal, imediatamente se estabeleceu uma enorme cobiça nessa turma toda. Pois, disso tudo surgiu uma tremenda especulação no que era feito de acordo com a oferta e a procura. Um dinheiro fácil que entra meio que… vindo de onde?

Com isso, todas as pessoas que acabam participando desse projeto inescrupuloso acabam se superfaturando – tipo, já não era mais preciso você botar a mão no bolso e se arriscar a quebrar a cara, pois o governo tá ai pra te salvar, mesmo que você seja um boçal, um merda, desqualificado e irresponsável, como o são a grande maioria dos nossos cineastas, produtores, diretores, atores… Enfim, quase a totalidade da nossa classe artística nacional. E da ganância dessa corja surgiu uma “industria artística” de produtores que tem em vista como objetivo final para viabilizar a produção dos seus lixos, apenas a porra da Lei Rouanet e não a bilheteria em si e a satisfação do público tampouco. Essa putada ta cagando pras pessoas.

O pior disso tudo é você ver que quase sempre, um produto de ordem artística aqui no Brasil tem o dedo podre do governo no meio. Em todos os nichos, sejam peças de teatro, cinema, musicais, quadrinhos etc…  É um incentivo irracional à mediocridade, pois garante aos produtores desses materiais, que façam suas merdas sem precisarem se provar à ninguém. Foda-se. Seus produtos serão comprados de toda forma.  Serão pagos sem precisarem provar se são bons ou ruins. Ninguém precisa assistir essas merdas!

Um monte de vagabundos sem talento que são sustentados e bancados na moleza sem fazer porra nenhuma pra merecer e tampouco entregando um conteúdo de alguma relevância. Ninguém tem nada a se beneficiar com isso. A não ser meia dúzia de bacanas, pseudocriadores de “cultura” que vão continuar fazendo seus lixos alegando que é arte, simplesmente porque ganham no grito, no arroto, com a pressão de suas panelas, essa escória em que um joga confete no outro e defende o direito de jogar para o governo e para o povo a obrigação de pagar suas merdas, com a presunção de que isso é “incentivar a arte do País”, mas que apenas serve para satisfazer seus egos e lhes garantir suas vidas mansas e seus luxos, como bem vimos com as denuncias que apareceram recentemente. Afinal, só sendo muito idiota pra acreditar que todo o dinheiro captado nesses projetos absurdos vão exclusivamente para a produção desses lixos.  

Queria saber quem foi o filho da puta que inventou que cultura é uma coisa diferente, especial, superior e por isso, mais importante que qualquer outra. Por quê essa putaria de se existir uma “obrigação moral” de se incentivar em todos os sentidos a produção artística  brasileira e a permanência de nossa cultura? Qual a importância de um filme nacional? De uma peça de fundo de quintal? De um show da Claudia Leitte, da Preta Gil ou mesmo do Roberto Caralhos? Ou de uma ciranda de retardados, um enfiando o dedo no cu do outro e cheirando?

E sim, seu imbecil que está melindradinho e ofendido com o que estou dizendo: o Estado dá dinheiro pra esses filhos das putas, sim.  Autorizar aos artistas a captação de recursos através de isenção fiscal para empresas privadas é absolutamente a mesma coisa de pagar diretamente para a criação de todo esse lixo que é feito em nome da cultura e da arte. A empresa que patrocina aquela peça tosca que custa meio milhão de reais, ou a versão brasileira com atores globais daquele musical da Broadway pela Lei Rouanet vai deduzir essa grana do Imposto de Renda. Simples assim. Logo, deixa de ir pra arrecadação pública parte do dinheiro que deveria, que provém dos impostos que pagamos. E, de novo, olha onde esse dinheiro está indo parar:

E ainda tem a questão do autoritarismo, coisa que sempre acontece nesses casos: é o Estado interferindo de forma direta no que nós, o público temos que consumir. Afinal, esses benefícios são concedidos à uma pequena e manjada parcela de iniciados. Esse é um meio em que a carteirada costuma funcionar e sempre vai ter aquele lance do amigo que indica o amigo… E não tem como ser de outra forma… Qualquer julgamento que beneficie X em detrimento de Y  será sempre arbitrário e acabará dependendo do gosto e dos interesses de quem tem o poder. E se cada um de nós temos nossos gostos e preferências individuais não é certo que o Estado é que decida o que vamos ou não nos interessar. “Não, você não pode comprar / vender isso porque vem de fora, não é produto do seu País. Você tem que mudar os seus gostos. Você tem que mudar o seu produto porque eu estou dizendo, em nome de um bem maior à todos, que é a… cultura brasileira. Porque afinal, o grande irmão sabe o que é bom pra você.” Vai tomar no cu!

Deixa cada um ver o que quiser, ditadorzinho escroto do cacete. Se você ta incomodado com o caminho decadente que a cultura brasileira vem tomando, é simples: dê o SEU dinheiro apenas para o que você acha valido e importante. Consuma exclusivamente produtos de arte brasileiros, vá apenas a shows, peças, filmes e assista a series e programas apenas de artistas nacionais. Fomente com o SEU dinheiro a produção dessas obras de merda, mas não se meta no gosto dos outros, caralho. Deixem que as pessoas escolham com o que elas querem gastar o seu dinheiro. Esse seria um bom começo pra tirar esses vagabundos maconheiros da sua zona de conforto e botarem essas bundas pra trabalhar.

Por causa disso, que temos  aberrações como projetos de leis de cotas para produções nacionais para compor o catálogo inclusive de serviços de streaming, tipo Netflix. Assim como já acontece com os canais de TV a cabo e cinema, esses animais exigem que um mínimo de 30% do conteúdo veiculado por essas plataformas seja de material brasileiro. Tipo, se um canal de conteúdo on line tem 5000 programas distintos, entre filmes e séries, shows, etc., desse total, 1500 TEM QUE ser obrigatoriamente de origem nacional. Pro vagabundo que propôs essa aberração, mais essa putada da Ancine e demais órgãos do governo, você, consumidor, cliente desse tipo de serviço deve engolir a seco sem possibilidade de escolha uma série nacional a cada três que assistir. E claro, que essa corja que trabalha na produção desse material adere totalmente a esses projetos ditatoriais, já que isso obrigatoriamente forçaria a aumentar a criação desses produtos de qualidade duvidosa, que – mais uma vez –  não precisará ser questionada, já que em primeiro lugar estarão cumprindo uma cota garantida e forçada por lei. É o cumulo do mau caratismo:  exigem que haja competição obrigatória com o produto internacional e quando naturalmente perdem, aí vem  o vitimismo e coitadismo, típicos dessa gente.

Pra quem não entendeu: eu sei que incentivar a cultura regional de um país tem sua importância.  É uma forma de se manter registros de informações e a historia de nossa época, um verdadeiro documento histórico que vai perdurar até muito depois de todos morrermos. Caralho, cultura é importante, precisamos disso.

Mas, não acho que é obrigação do governo fazer isso acontecer. Ainda mais se tratando de projetos que custam uma fortuna, tipo filmes, shows…  e da forma que é feita: é patrocinado, é pago sem questionar a validade sob nenhum mérito, pelo simples fato de que é assim que as coisas são. Essas produções não tem em sua concepção, nenhuma obrigação de serem  vistos, apreciados, de se pagarem, gerar renda, publico, ou seja, dar algum retorno a sociedade, que foi quem de verdade bancou esses cagalhões. É o contrário: não há incentivo por parte de ninguém (governo, realizadores, etc.) para que as pessoas consumam esses produtos, mas, apenas o de produzir por produzir, pra ocupar e bancar a galera que vive nesse meio. Apenas que essas merdas existam. Afinal, a grande maioria das pessoas mal ganha o suficiente pra se manter o básico, imagina pagar R$ 500,00 num show ou R$ 100,00 por um livro. No fucking way. E o tal vale cultura? No que deu aquilo?

E o pior: o preço final pro consumidor não diminui de forma alguma. É só você pegar, por exemplo, qualquer desses lançamentos de quadrinhos, como esses álbuns que são bancados pelo PAC (aquele que o vagabundo, digo, o quadrinista leva 25 mil malandro$ de graça do governo pra produzir o seu quadrinho de merda) que vão pras livrarias à preços absurdos. O que acontece é que em qualquer segmento, essa turma não tem mais a intenção de lançar o produto e de levar isso ao crivo do público, mas sim de meter as patas (e as presas) na verba repassada pelo governo ou do financiamento privado via leis de incentivo, como a Rouanet e outras. E basicamente, todo mundo que quer se meter a “artista” por aqui, tá partindo pra esse lado.

Por exemplo: a maior parte dos filmes produzidos aqui não saem desses circuitos alternativos, que só são conhecidos por “entendidos” (leia-se “manja rolas”), nesses cinemas culturais que ninguém assiste, ninguém freqüenta, que tem tipo, uma sessão por dia, só pra cumprir a cota de exibição… enfim,  não passa de puro lixo insignificante e que ninguém tem interesse. Porque ninguém  tem a porra da obrigação de achar essas merdas boas, assim como o vagabundo do cineasta também não se vê na obrigação de entregar um produto de qualidade porque dele nada é cobrado em relação à corresponder satisfação do publico. Claro que rola toda uma proteção corporativista no meio dessa corja de entusiastas desse estupro, pois quem não ta pendurado mamando nas tetas do governo, com certeza, gostaria de estar lá.

Casos pontuais de produtos nacionais de qualidade tiveram seu reconhecimento aqui e lá fora. São muito poucos, que se diga a verdade. Mas, a verdade é que a absoluta maioria de tudo o  que se faz aqui é ruim, muito ruim.  Não é tendo um mercado cativo compulsório  que vai garantir que o que for feito aqui seja bom. Só vai servir pra perfazer a merda e celebrar à hipocrisia e à mediocridade. A tradição do cinema nacional e de todas as artes é de produzir material de conteúdo péssimo e zero de retorno. Essas porcarias quando muito arrecadam 10% do valor arrecadado pra produzi-las. E mesmo casos pontuais que dão dinheiro e geram alguma repercussão como aquele lixo de filme da Regina Case… Fazem sucesso no Brasil e  lá fora mas e ai…?  Que retorno a gente teve disso? Fora subir o ego da atriz e da diretora, não vi mais nada… Investir no artista nacional é como pegar a sua grana e comprar uma maquina pra queimar dinheiro vazando óleo pelos fundos e toda velha e fodida: não tem como sair absolutamente nada bom de disso.

E mesmo o que possa ser considerado “bom”, ainda assim não justifica esse paternalismo algum por parte do governo. Nem tudo o que “é bom” TEM QUE virar lei, se tornar obrigação. Gastar dinheiro público com isso não é correto. Não tem que dar dinheiro, subsidio ou o que caralhos for pra esse tipo de produto. Por isso a Lei Rouanet tem que acabar – ela e todas as outras mamatas semelhantes. O que se resulta dessas ações tem nenhum valor social. Não tem que pagar cachê de 1 milhão pra Ivete Sangalo, Anita ou Wesley Safadão fazer show em praça pública pra botar pra dançar uma cambada de desdentados. Arte e cultura – por mais importantes que sejam – não passam de entretenimento puro e simples. Não deveriam ser usados como manobra de manipulação e alienação. Se o público quiser o que está sendo produzido, ele vai pagar. Se ninguém quis pagar por essa merda, é porque não presta. Não tem meio termo.

Ou seja, em primeiro lugar o interesse é único e totalmente do realizador: ele que dê seus pulos, venda o carro, o rim, a mãe, o cu, sei lá… e banque a sua palhaçada toda. Não é assim com o resto do mundo? Se você quer algo, foda-se, corre atrás – porque pra esses caras tem que ser diferente? E os fatos estão ai: mesmo com todo o investimento, incentivo, publicidade, leis e tal, a coisa nunca vai pra frente, ninguém consegue tirar o Brasil do lodo, da favela cultural / artística / intelectual. Pois a verdade nisso tudo é uma só: pra você sentir o drama de como a coisa tá feia, tirando as novelas da Globo e os gibis do Mauricio de Sou$a, não temos referencial algum de sucesso e muito menos histórico de qualidade, reconhecimento, referência, relevância e influência à nível mundial em nenhum segmento ou categoria artística / cultural. E se não concorda, prove-me que estou errado.

 

Ministério da Cultura: Vergonha Nacional

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4 comentários Adicione o seu

  1. In: GOUVEIA, Andréa Barbosa; SOUZA, Ângelo Ricardo; TAVARES, Taís Moura (Orgs.).

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