Bem Vindo À Era Negra Dos Quadrinhos

No princípio, com o surgimento dos primeiros super-heróis, tivemos a Era de Ouro (The Golden Age). Com o passar das décadas, vieram a Era de Prata (The Silver Age), a Era de Bronze (The Bronze Age), até a recém finada Era Moderna (The Modern Age)… Agora, estamos em uma nova Era. Uma em que o mal venceu. A partir de agora, podemos dizer com total convicção que tudo mudou e pra pior. Isso, graças aos melindres e ao clamor das feminazis, dos gayzistas, dos black hitlers, dos ativistas de assuntos aleatórios e sua agenda podre que contempla inescrupulosamente o puro adesismo,  o politicamente correto, o relativismo moral, a justiçagem, o vitimismo, a falácia, a demagogia, hipocrisia, enfim… Tudo o que se pode colocar na saco de lixo do que essa corja que representa tudo isso chama de “justiça social”, uma lavagem cerebral em forma de cantilena de ideologias políticas e sociais vem antes do que deveria ser o objetivo principal de existir dessas revistas em quadrinhos: divertir e entreter. Para agradar uma minoria estridente de floquinhos de neve especiais, podemos declarar morta e enterrada a Era dos Heróis, do quadrinho de escapismo, de várzea, do entretenimento puro e simples. Bem vindos, leitores, à Era Negra dos Quadrinhos (The Black Age). Vai ter lixo empurrado na sua garganta sim e se reclamar, vai ter em dobro!

A treta desta semana é que o nosso considerado esctitor e também herói das minorias, esquerdomacho e feministo Brian Michael Bendis (ele de novo) apresentou sua mais nova criação “revolucionária”: a novA Homem de Ferro, que vai estrear logo após a conclusão da medíocre saga atual da Marvel, Civil War II. Sim, amigo do Contra, Tony Cachaça vai se aposentar e vai por no seu lugar, uma adolescente totalmente desconhecida, porém, empoderada, lacradora, tombada e quebradora de tabus, Riri Williams, que pra alegria dos giradores  de catraca, alem de mulher, ainda é negra, o que já vale pontos duplos na cartelinha do bingo dos oprimidxs. Só faltou ser também gorda,trans, lésbica, tatuada, amputada, macumbeira, islâmica e degustadora de água gourmet pra conseguir agrada a toda a corja dos ativistas de Facebook, Tumblr e Twitter.

O mais estranho nisso é que desde 2008, o ano em que saiu o primeiro filme do Homem de Ferro pros cinemas, que a Marvel vem tentando fazer o cabeça de lata mais e mais conhecido e relevante tanto dentro de seu universo ficcional, quanto no imaginário popular, já que o herói nunca passou de um personagem de segunda linha até meados dos anos 2000. Depois que eles finalmente tiveram êxito nessa tarefa e agora o Homem de Ferro é realmente um personagem relevante dentro e fora dos quadrinhos, sendo bem reconhecido até fora do meio merd, rola essa troca mal ajambrada e feita nas coxas, já que, sejamos realistas: essa tal Riri tem zero de desenvolvimento de personalidade, profundidade e carisma. Uma mudança idiota e sem sentido, cujo único propósito é polemizar.

Esse é um dos principais motivos que estou lendo cada vez menos revistas da Marvel nesses últimos tempos. Essa fase recente é um cagalhão recheado de idéias e histórias ruins. São poucas revistas que são razoavelmente legíveis ou que não tenham alguma babaquice com algum contexto social. E é impressionante a capacidade e a determinação de roteiristas e editores em cagar nos seus personagens clássicos e em sua história e legado. E na grande maioria das vezes, do jeito mais estúpido e idiota. Eles realmente se acham os paladinos da justiça social e que estão realizando algo de bom com esse papo merda de “diversidade Uber Alles”. Acham que estão fazendo histórias relevantes e de alguma importância de cunho social, mas só estão lançando um monte de lixo, mal escrito, mal desenhado, mal editado, mal concebido… Enfim, qualidade passa bem longe de tudo isso e com ela, também vai embora a credibilidade, confiança e a paciência de seus verdadeiros leitores.

Não tem nada de bom que possa sair disso. Não é nada pessoal, nem racismo, como algum retardado desavisado possa alegar. Simplesmente é que essa tal Riri é uma merda de personagem, independente de sua cor. Não tem nada de interessante nela  – pelo menos, não até o que foi mostrado até aqui. E sobre ela ser o novo alter ego do HOMEM de Ferro… Bem, qualquer boçal que tenha começado a ler gibi na semana passada deve ter se tocado de que isso foi apenas pra atrair atenção e mídia pra editora e pra essa revista nova que será lançada. Ou seja, a única razão da Marvel em fazer isso é gerar uma polêmica vazia e rasteira. Não vai passar disso: uma notinha em alguns jornais americanos, cobertura nos sites de notícias, fãs estrilando… e só. Mas, enfim… essa é a estratégia da Marvel nos últimos anos: lançar uma edição #1 a cada semana e  fazer as vontades dessa putada SJW que adora reclamar de tudo pelo simples motivo de que agora a moda é reclamar de tudo.

Bem, aí você pode me dizer: “o mesmo aconteceu quando mudaram o Peter Parker pelo Miles Morales no Universo Ultimate e deu super certo, viu?” Acontece, inseto, que no caso dessa transição houve um planejamento muito maior e mais trabalhado, que com certeza durou mais que 2 meses e um punhadinho de edições. Inclusive, nesse caso, teve todo um evento em cima disso, com a colaboração dos autores que estavam envolvidos nos títulos da linha na época. A morte do Homem Aranha Ultimate foi um evento que reverberou em toda a linha e determinou o que viria na nova fase, com Morales agindo como o substituto do falecido. Já aqui, não. Apenas uma mudança apelativa e sem nenhum sentido, nem mesmo num universo onde acontecem tantas bizarrices como é o Universo Marvel.

Porque, de boa… como vai ser essa porra? Riri vai se chamar como… Mulher de Ferro, Garota de Ferro ou Pessoa de Ferro? Vai manter o nome Homem de Ferro, por mais idiota que isso soe? Vai ser o Metroid? É ridículo imaginar que um cara como o Tony Stark iria ceder assim de mão beijada o que são provavelmente suas armas mais poderosas e toda sua tecnologia à uma desconhecida. E pior: uma desconhecida de 15 anos (apesar de que ela ser desenhada como se tivesse uns 30), sem nenhuma experiência.

Se você perguntar pra qualquer um que conheça um pouco da história da Marvel e quem são seus maiores personagens, a maioria irá ficar entre esses: Homem Aranha, Capitão América, Wolverine, Thor, Hulk e… Homem de Ferro. Pois bem, desses todos apenas dois estão em atividade em sua identidade original (Homem Aranha/Peter Parker, que no momento é só mais um, já que tem mais heróis aracnídeos por aí que Lanternas Verdes na DC; e o Capitão América/Steve Rogers, que agora é um nazista), apesar que ambos estão relegados ao segundo plano em razão de dar mais destaque para suas versões de cor (Miles Morales e Sam Wilson). Os demais, foram todos substituídos por outros personagens menores com o intuito de retratar alguma “minoria” que se não se ver representada em um personagem de gibi de super heróis, vai chorar no Facebook e no Twitter e acusar todo mundo de machista, racista, sexista, homofóbico, etc. E agora, o Homem de Ferro nem homem é mais, hahahaha. Se essas merdas todas ao menos fossem só pelo dinheiro, entenderia numa boa, mas não… Todo mundo sabe que essa putada que a Marvel quer agradar, é justamente quem não lê e não entende porra nenhuma de quadrinhos e estão tomando na bunda com isso.

Parece que a ideia dos editores da Marvel é pegar todo o seu legado, história e personagens e jogar tudo no lixo apenas pra agradar uma curriola de chiliquentos que sequer acompanha suas publicações e que achou nos quadrinhos um campo fértil pra vomitar suas merdas. Enquanto isso, sua concorrente, a DC, que nos últimos anos se utilizou da mesma tática e quebrou a cara lindamente com o lixo dos Novos 52 e depois com aquela outra merda de DC You, agora, vem tentando se redimir e se recuperar do prejuízo e da falência criativa que foram esses últimos 5 anos perdidos. Apesar de até agora me parecer apenas um belo de um embuste, o DC Rebirth aparentemente é uma iniciativa que teoricamente visa atender o desejo de seu público, aquele que REALMENTE consome e banca seus produtos, ao restabelecer seus ícones, cronologia e legado e tentar trabalhar em cima do que sempre deu certo, o tal do carne com batatas, como eles mesmos chamaram essa iniciativa (que ainda tem muito a dizer ao que veio).

Importante dizer que ao cunhar o termo “Era Negra”, em nenhum momento estou de usar  esse termo de forma pejorativa ou pior, racista. Se você entendeu dessa forma, é burro e não sabe interpretar uma porra de um texto. Volte pro mobral e depois de 3 anos de supletivo, releia isso aqui umas duzentas vezes. Não tenho nada contra pessoas de cor, etnias ou preferências sexuais diferentes. E nem com essas mudanças idiotas de identidade de personagens. Tipo, quantas vezes isso já não aconteceu antes?  O meu problema é com essa onda “progressista” e politicamente correta que vem apatifando os quadrinhos já fazem uns bons anos aí. É com o real propósito disso tudo, que não passa de  adular uma parcela insignificante do público leitor de historias em quadrinhos. E essa mania excessiva de levantar bandeiras e fazer apologia à agendas especificas, geralmente de ideologia de esquerda, isso através das histórias e personagens. Fosse essa uma iniciativa sincera e despropositada de politicagem, tanto  Marvel, quanto  DC  empregariam recursos e esforços reais em criar novos personagens caracterizando essas minorias que eles dizem tanto adorar e promover essas novas franquias de forma que pudessem se estabelecer no mercado e no gosto popular, assim como conseguiram tão bem ao adaptar seus ícones para tantas outras mídias, como games, animação e cinema (se bem que nesse caso, só a Marvel fez certo até agora).

Criem novos personagens, dêem a eles a chance de se destacarem. Trabalhem intensamente em torna-los interessantes e que possam se tornar o novo Deadpool ou a próxima Arlequina (argh!) sem precisar usurpar (temporariamente) a identidade de um herói já estabelecido e consagrado. Quantos novos personagens fodões não poderiam sair de uma premissa dessas? Mas, claro, façam certo, façam bem feito, seus filhos da puta. Não inventem merdas como essa, que não vão conseguir sustentar uma revista mensal por 5 meses e depois irão cair no limbo do esquecimento e que sequer serão mencionadas no próximo relançamento que vai rolar no semestre seguinte:

Se criar novos personagens representativos de minorias que perdurem e com carisma pra angariar novos fãs é tão difícil, que tal recorrer aos que já existem? Ao invés de focar (e forçar) na diversidade por si só, porque não se dedicar a tornar populares personagens “de minorias” já existentes e que são queridos pelos leitores? Gente como Luke Cage, a ex-Capitã marvel, Mônica Rambeau (que já foi até líder dos Vingadores nos anos 80), Tempestade, Estrela Polar, o Blade, Bishop, Shang Chi, etc., etc… O próprio Falcão, que agora é UM DOS Capitães América, sempre foi um personagem bacana e que esteve por aí por umas boas décadas. Não precisava pegar ele e botar num cosplay de Capitão América pra assim, torná-lo mais “relevante”. O mais natural no caso dessa nova personagem (Riri), seria dar um novo título mensal pra ela e ver se a galera vai curtir. Poderia ser até como todo mundo estava especulando, de que ela seria a nova Máquina de Combate, já que o original morreu no começo dessa bosta de Civil War II que tá rolando agora lá fora. Já que o negócio é sair pegando tudo que é herói e só ir trocando o gênero e a cor sem nenhum motivo aparente, que seja de um que nunca foi lá grandes coisas e que com a devida promoção, talvez passasse a ser mais importante de agora em diante. Não é o ideal, mas, faria um pouco mais de sentido e não pareceria tão forçado assim como é botar essa menina no lugar do Tony Stark, que hoje é (forçadamente, mas enfim) o personagem mais proeminente do Universo Marvel tanto nos quadrinhos, quanto no cinema.

Sempre existiu uma enorme diversidade no rol de personagens da Marvel muito antes dessa modinha canhestra pró SJW. O Pantera Negra sempre foi um cara de destaque no Universo Marvel. Porra, o Luke Cage já foi líder dos Vingadores, quando o Bendis ainda tinha algum resquício de bom senso e lucidez. E a fase dele no comando dos Novos Vingadores é realmente boa pra caralho! Então, é possível sim pegar personagens existentes do segundo escalão e fazer uma boa história que os faça ter o devido destaque. É só querer, filho da puta. O que eu acho é que os cabeças da Marvel se preocupam mais com a ideia do que é “diversidade” no senso comum, do que realmente se importarem de fazer isso acontecer de forma natural e coerente em sua linha. Eles querem apenas a repercussão por si só, o auê, a polemica, o mimimi dos fãs e o confete dos movimentos e ativistas sociais e da mídia adesista SJW dizendo como eles são ousados, modernos e progressistas em fazerem essas merdas. Permitir que  personagens menores tenham algum destaque em detrimento de mudar a identidade de algum nome muito mais conhecido não dá à Marvel a atenção que ela procura, da corja moralmente superior que ela quer agradar e nem a aprovação daqueles que são os defensores do pensamento “ética/moral/politicamente correto”, que é o que só eles parecem tanto querer de uns anos pra cá.

Parece que o intuito dessas mudanças todas é de erradicar todo e qualquer personagem que possa ser descrito como um “homem branco, hetero, ‘cis’, classe media, piroco e opressor”, o que representa a grande maioria dos super heróis mais icônicos da Marvel (e da DC também). No entanto, não acho essa saída da Marvel em corrigir isso seja a mais correta.  As pessoas costumam odiar e terem grande rejeição a personagens que são porcamente introduzidos e tão mal escritos como essa e que são alçados à proeminência de forma tão corrida e afobada. Leva tempo pra um personagem se desenvolver e crescer no gosto popular. Quando o Deadpool apareceu no fim da primeira série dos Novos Mutantes em 1991, ele gerou um certo burburinho e interesse por parte dos leitores. A galera curtiu o personagem de cara, mas, mesmo assim, ele não teve sua revista mensal automaticamente por causa disso. Levou 6 anos pra que isso acontecesse. E isso, nos fucking anos 90, onde qualquer merda esgotava nas comic shops e a revista mais xexelenta da Marvel vendia mais de 500.000 exemplares por mês nos Estados Unidos. Sinceramente, acho que isso serve – e muito – pra provar o meu ponto. Até agora, essa Riri não mostrou a que veio, mas parece que a Marvel parece estar querendo investir muito nisso, então, como diria um ceguinho esperançoso: veremos. Vai que eu e todos aqueles que estamos céticos em relação ao futuro e ao propósito dessa personagem existir estejamos errado, né. Pode acontecer (mas, acho que não).

A conclusão que chego depois de passados alguns dias dessa história é que tanto a introdução quanto essa promoção tão repentina a status de personagem de primeira grandeza, é extremamente forçada. E visto nas mãos de quem ela vai estar, não duvido que muitos leitores vão rejeitar essa péssima ideia de cara e talvez essa nova “PessoX” de Ferro não tenha lá muita chance de se integrar de fato à linha da Marvel e render boas histórias. Se a tal de Riri não se estabelecer nos próximos meses e sumir de vista no próximo relaunch da linha da Marvel, será mais uma de tantos outros personagens insignificantes que a Marvel criou nas duas ultimas décadas. Apesar de todo esse oba-oba de agora, o que não passa de um  tentativa desesperada de repetir o que já deu certo antes. Mas, sejamos sinceros: os dois queridinhos da Marvel no momento, Miles Morales e Kamal Khan são bons personagens, mas, é só. Não se comparam a nenhum outro grande herói da editora e tampouco, podem ser considerados personagens icônicos, nem mesmo num futuro distante. trocar personagens clássicos por uma versão “de minoria” é uma porra de um desserviço tanto para o novo, quanto para o velho. Marvel, para com essa merda.

Ainda insisto no meu argumento: é porco, relaxado e preguiçoso da parte da Marvel fazer o que vêm fazendo nos últimos anos, na vã tentativa de atrair um público que não dá a mínima pros seus quadrinhos ao substituir seus ícones por personagens representantes de minorias, invés de criar novos personagens e franquias e investir em divulgação e difusão delas de forma que gere interesse tanto para os leitores cativos e potenciais novos que por ventura poderiam surgir dessas iniciativas.  E isso, mais uma vez, é bom lembrar, tem nada a ver com preconceito de minha parte, é apenas uma constatação de um fato. Afinal, duvido que alguém fosse gostar do contrário, se, por exemplo, dessem o uniforme do Pantera Negra pra um loiro ariano de olhos azuis. Aí nesse caso, a representatividade vai pro caralho, né?

Bem, acho que é isso… Vou ficando por aqui, mas antes, só uma correção. Acho que o termo “Era Negra” não se aplica corretamente a esse novo momento que os quadrinhos de super-heróis vem passando, já que, como abordado neste artigo, o problema vai muito além disso, de inclusão adesista e rasteira de personagens que representem “pessoas de cor” (essa definição escrota é coisa da ONU, não me culpem) em prol da diversidade nos quadrinhos. isso tem outros vários e diversos propósitos: político, economico, ideologico… são muitos interesses e 99% passam longe das boas intenções. Portanto, acho que “Era Negra” não é um nome muito justo e ao terminar de escrever todas essas groselhas aqui, pensei num melhor, que define perfeitamente esse período nojento, nefasto e execrável que as HQ´s infelizmente foi atirado por essa cambada de filhos da puta. Então, amigo Contra, seja bem vindo a ERA DE MERDA dos quadrinhos (The SHIT Age Of Comics). Perca todas as suas esperanças de que saia algo de bom disso. Eu, já não tenho mais nenhuma.

Modern Age of Comic Books  R.I.P.

(1985 – 2016) 

Shit Age of Comic Books (2016 -)

sem título1
Selo Riri Williams de Gibi de Merda

 

 

 

 

 

60 comentários Adicione o seu

  1. De fato, a Marvel vem fazendo “revoluções” todo ano unicamente para chamar a atenção. As mudanças nos principais personagens da editora e o crescimento dos inumanos em detrimento dos x-men, sem falar do super destaque ao tony stark, são todas para fazer sensacionalismo e aparecer na grande mídia. Só por esses motivos, eu já chamaria de uma era de trevas dos comics.

    Por outro lado, a Marvel sempre se destacou pela proximidade aos problemas reais da sociedade. Os x-men talvez sejam os maiores representantes das lutas sociais dentro do mundo dos heróis. A inclusão de um moleque de quinze anos do subúrbio nos quadrinhos também foi uma revolução. O homem-aranha é um representante da camada mais pobre da população, com uma série de dificuldades… A diferença para hoje em dia é que as mudanças atuais parecem não ser tão bem planejadas uma vez que há pressa em fazer o “sensacionalismo”.

    O contexto de criação dos heróis como Capitão América, Homem de Ferro e Thor eram bem diferentes dos de hoje e assim mesmo conseguiram se estabelecer ao longo dos anos. Por isso penso que exigir e mudar as etnias ou gêneros deles sempre é um golpe no escuro, poderia facilmente trabalhar com outros universos e fazer essas experiências, como foi com o Miles. Nem falo somente pelo impacto, normalmente negativo, das mudanças que geram uma dúvida e descrédito enorme para os novos personagens, mas também porque essas novidades nascem com a certeza de que irão pra uma gaveta e ficar lá até alguém ter uma ideia de como reaproveitá-las. Concluindo, esse joguinho de trocar identidade vira puro marketing. No final das contas, vira um descanso pra imagem dos personagens consagrados, o que até aprecio que aconteçam. Lembro que numa época atrás esses três heróis da Marvel a que me referi anteriormente tiveram suas identidades trocadas, mas tínhamos um Tony Stark com seus problemas com bebida e o Rhodes assumindo bem a armadura do ferroso. O Steve Rogers abandonou o manto do Capitão América e o seu herdeiro foi o John Walker, um cara bem patriota e que vinha criticando o próprio Cap. O Rogers não abandonou a ação e adotou um novo codinome e continuou sua luta de sempre. Enfim, as mudanças são bem-vindas quando possuem uma lógica e representam uma nova fase para os personagens, se elas são pra agradar e fazer sensacionalismo, viram “Heróis Renascem”.

    Apesar dessas considerações todas, sinto sempre um temor nos leitores da Marvel (e me incluo nessa) quando a mesma acaba se envolvendo demais com política e movimentos sociais. Quadrinhos são nossa fuga do dia-a-dia tenebroso neste mundo, aí acaba virando uma extensão daquilo que tentamos fugir ao abrir as páginas do gibi.

    Para concluir, acho legal que a Marvel busque integração e mostrar um universo coeso e lógico (ao contrário das novelas mexicanas que não representam nem um pouco o povo mexicano), mas a partir do momento que as mudanças são unicamente para marketing, é tenebroso. Aí afunda as próprias histórias e futuro de vários personagens que nunca conseguirão fugir da sombra dos originais e cairão.

    Ps: Sam Wilson sempre foi o substituto natural do Capitão e gostei da ideia de se ter dois Capitães. Melhor que inventarem algum maluco que nunca apareceu para substituir o Rogers.

    Ps²: A mudança no Homem de Ferro de fato não dá pra dizer que foi natural, foi uma invenção completa, vai ser como o Cap nazista, vai vender no início pela repercussão e depois vai cair no limbo.

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  2. hahaha, excelente seu texto. nos últimos 10 anos, raramente fazem novas histórias e personagens decentes, e com uma arte que te empolgue a ler tais histórias. a turma mimizenta
    tb nao perdoa nada nem ninguém, vide o caso absurdo da mística e apocalipse recentemente.

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  3. Texto excelente, penso da mesma forma. Marvel está perdendo tempo, tentando agradar quem não dá a mínima pra HQs!

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  4. Texto ótimo, parabéns. Nos filmes da DC também não gostei de terem escolhido um Flash mestiço e um Aquaman Negro. Os personagens não são assim! Ninguem ia querer um superman japonês, então porque eu tenho que aceitar um Aquaman negro? Muito DCpcionado!

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    1. Imperador disse:

      Ou pior, um pantera negra branco, loiro e ariano… identidade visual é muito importante nessa mídia e não só isso, mas, essas mudanças todas, tão repentinas e todas ao mesmo tempo são puramente ideológicas. Estão usando as HQs como local de fala pra levantar certas bandeiras e nem estão disfarçando… se quero me informar e me aprofundar sobre problemas sociais, vou assistir documentários, debates, telejornais… e não comprar um gibi caro com um monte de personagens com roupas coloridas que deveriam estar batendo uns nos outros.

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      1. Depois da morte do Wolverine tradicional e o boicote aos X-men e ao quarteto,quero mais é que toda a Marvel se foda. Ela n respeita os fãs.

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    2. Maikon Santana disse:

      Já existe um “SuperMan” asiático e ele é chinês.

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  5. Aliais, antes que me acusem de racismo, saibam que considero Super Choque um dos melhores desenhos/ personagens da DC!

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    1. Imperador disse:

      Tem vários heróis negros que eu curto: pantera negra, tempestade, Luke cage, cyborg… concordar com o que eu disse não faz de ninguém um racista, até mesmo porque o texto não prega nenhuma retaliação contra negros ou qualquer outra minoria por conta do assunto abordado.

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    2. “antes q digam q é racismo saiba q tenho varios amigos negros” “amigo” seu texto sangra racismo, misoginia e toda forma de preconceito, n sei pq n me surpreendi quando notei q o escritor dessa carta de odio era o responsável pelo infame “penadinho:vida um desserviço a humanidade”, ja começa racista quando vc usa “era negra” da maneira mais pejorativa possivel e fazendo um link direto a uma personagem negra, farei o mesmo comentario da ultima vez q tive a infelicidade de ver sua opinião “você é um desserviço a humanidade” o pior é ver tanta gente concordando com isso

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      1. Imperador disse:

        E vc é um desserviço à ESCÓRIA da humanidade. Quero que se foda vc é sua opinião.

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      2. você talvez não interpretou bem o texto amiguinho, ele fala no sentido de era das trevas nos HQs a falta de criatividade das editoras.

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      3. Lucas, seu comentário foi muito bem colocado. Você nada mais é do que um exemplo de tudo o que esse artigo tentou combater… você é um verdadeiro chato mimizento e analfabeto funcional, que possui uma ideia totalmente distorcida da realidade. Completamente doutrinado pela política da “luta de classes”. Enfim, um “justiceiro social” tão incompetente que faz um desserviço até mesmo para as próprias chamadas “minorias”. Porque transformar personagens brancos, homens e héteros, já famosos, em negros mulheres e gays é insinuar que criar personagens mulheres, negros e gays originais não conseguiriam ganhar fama, por serem de classes inferiores; se escorar na sombra de grandes personagens brancos, homens e héteros ao invés de criar personagens originais é assumir uma suposta inferioridade dessas minorias, uma discriminação em si, mas com melzinho no meio pra tapiar as minorias.

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  6. Luciano de Souza disse:

    O maior problema é do jeito que eles fazem parecem que as minorias são maioria. Não são. Nos EUA APENAS 11% DA POPULAÇÃO É NEGRA! A maioria dos leitores é branco! Daí que o leitor branco, esse fascista machista opressor tem que se identificar com o personagem negro, mulher e gay, senão ele não tem empatia, é um psicopata. Mas o negro, a mulher, o gay, não tem a menor obrigação de se identificar com o homem, branco, hetero, porque ele só pode ser um nazista, como fizeram com o Capitão América!

    Marvel sucks! Vou ficar na DC, pelo menos não mexerem na “trindade” e deixarem todos com suas respectivas identidades originais.

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  7. Maikon Santana disse:

    Não gostei do texto…

    Pessimamente escrito, cheio de vícios, um pré julgamento absurdo baseado em referências nenhuma.

    Uma tendência forte dentro desse mercado é trazer o (cresente) público
    feminino a consumir mais, nada mais justo que elas estejam representadas, e em personagens importantes. (In)felizmente o mundo não gira nos gostos de cada um e sim em volta de $$.

    Se as mulheres tão com a grana, são elas que eles querem/vão acolher.

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    1. Imperador disse:

      Bem, vc não gostou… paciência. Mas, vc faz parte de uma minoria aqui. A grande maioria tá comigo, por que sabe que estou com a razão.

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      1. Maikon Santana disse:

        Não há razão/absoluta. Os caras sabem onde tá o dinheiro e estão indo atrás buscar.

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      2. Imperador disse:

        Só que estão quebrando a cara lindamente. Sjw não quer saber de comprar gibi. Sjw só quer saber de bostejar, censurar e impor suas merdas pro resto do mundo

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    2. Maikon as mulheres adoravam o Thor Masculino. Tem que ser uma mulher muito nerd ou lésbica pra querer ver apenas mulheres nas HQs. Marvel tá fazendo bosta sim, diversidade real é para que todos nós gostemos de personagem diversos e não para que “cada classe se sinta representada” em detrimento ao gostos das outras classes.

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  8. João Wesley disse:

    Texto muito bom,relatou o que está entalado em muita gente,uma pena que as coisas tenham tomado esse rumo,o mundo onde vivemos é cheio de mimimi atingindo até o universo das HQs.

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  9. Maikon Santana disse:

    Aqui está um texto claro sobre a idéia de mudanças nos personagens, sem preconceitos disfarçados nem palavras dúbias e sem embasamento. Totalmente imparcial no que diz respeito a etnia, sexualidade, gênero.

    http://www.popliberal.com.br/2016/07/leitores-abandonam-marvel-comics-depois_8.html?m=1#r_c6421256681399258605

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  10. Grimmwotan disse:

    É muito fácil resolver isso … É SÓ NÃO LER, NÃO ESTIMULAR, FAZER PROPAGANDA DOS QUADRINHOS ANTIGOS E DOS QUE ESTÃO NA INTERNET … E DETONAR CADA UM DESSES TROÇOS IDIOTAS DE ESQUERDA, SEJAM ELES QUAIS FOREM!!!

    Indo além, não assistir séries afirmativas, não dar ibope não prestar atenção e minar cada movimento idiota deste tipo, usando do entretenimento seletivo causado pelo ato de baixar tudo que quiser assistir direto da internet, sem pagar pelo que pode ser em verdade lixo (COMO WARCRAFT, que foi um lixo afirmativo repleto de efeitos especiais que acabaram com todo e qualquer enredo da trama).

    Esse é nosso direito e um de nosso maiores meios de causar dor diretamente onde mais dói nessa corja: NO BOLSO!

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  11. eduardo rocha da silva disse:

    No caso do Nick Fury, a Marvel tinha um ótimo personagem chamado G.W Bridges, era uma especie de segundo em importância depois do Nick Fury na SHIELD. A Marvel poderia usa lo, ao invés de transformar um personagem branco de 50 anos de historia em negro. Poderiam transformar o G.W Bridges no número 1 da Shield, e preservar o Fury verdadeiro, ao invés disso inventam uma introdução esdrúxula e quer que ignoremos décadas de historia.

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    1. Maikon Santana disse:

      No caso do Nick foi algo contratual entre . Marvel Studios e Samuel L. Jackson. Pesquise antes amigão.

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    2. Anônimo disse:

      Uma coisa que me incomodou é que alguns aristas da marvel começaram a fazer umas mudanças na Tempestade que tem me incomodado muito,como sabemos ela é uma mulher aricana de pele clara e traços mais finos ,recentemente já começaram a mudar demais a personagem tentando deixar ela mais parecida com uma africana de verdade, antes que qualquer pessoa pense besteiras não sou racista,só acho que isso é um modo de forçar a barra ela é minha favorita e essas mudanças me incomodam muito pois a ´personagem começa a ficar quase irreconhecível desse jeito, tá gatona como sempre mais descaracterizada .Logico não são todos os desenhistas que fazem isso!!!

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  12. Senti vergonha de quem escreveu isso

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  13. Gralha disse:

    2016 ??? Acho q a era moderna ja acabou tem algum tempo… so lixo nos últimos anos

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  14. Devo concordar com o texto excelente, a forçação de barra da Marvel é f***
    A DC nem tanto, nos filmes ela passou dos limites mas o Rebirth talvez mude algo importante, achei um sacrilégio mesclarem o Universo Watchman, cara nada a ver
    mas a Marvel esta morta, todo filme de heroi sempre tem um negro ajudante até onde não era para ter, o Heimdall negro, mas que p*** é essa, ele é Asgardiano!!! mas já foi a muito tempo, achei que não daria para piorar mas a Marvel quando é decepção, ela é inovadora
    (quase não se vê negros em Mangas, e quando há, tem Black ou Negro no título)

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  15. Anônimo disse:

    Blergh. O autor é o outro lado da moeda de tudo o que critica. Que mala.

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  16. Ótimo texto! Reflete exatamente o pensamento daqueles que querem ver os quadrinhos darem certo . infelizmente a Marvel quer apenas polemizar. Triste!

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  17. Você é um reflexo do pior que existe no universo nerd.

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    1. Imperador disse:

      E vc é um merdinha covarde.

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    1. Imperador disse:

      Legal é que esses filhos da puta usaram nosso texto pra se promoverem, mas usam um filtro de link pra não visualizarem nossa postagem e não deixam conteudo nosso rodar na página deles. Muuuuuuuuuuuuito tolerantes e gente fina essa putada.

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  18. Guilherme Corrêa disse:

    Marvel e DC são editoras de quadrinhos infantis ou adolescentes. Se você consegue escrever um texto desses já devia ter enchido o saco dessas histórias repetitivas e previsíveis. Há coisas muito melhores da Image e da Vertigo e outras menores.

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  19. Mulher bucetuda madura leva pau no cu o tempo é filmada pelo seu viril que faz video de sexo
    anal diletante com a cena de sexo anal deles! http://www.chillpillteas.com/ripe-tomatoes/

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  20. As músicas gospel (hinos ou louvores gospel) são musicas inspiradas
    na fé e para louvor a Deus. http://lpmvoice.com/

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  21. Nina disse:

    Ainda, a equipe de desenvolvimento do YouTube
    não comentou se recurso vai chegar primeiramente para Android,
    iOS ou exclusivamente navegador web (como Chrome). http://colorfilter.wickline.org/?a=1;r=;l=9;i=1;n=1;b=1;u=gas.partecipato.it/2011/10/01/gruppo-pasta;t=t

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  22. Bem-Vindos a mais adequado boletim eletrônica compadecimento Abundância com Janeiro-RJ A este respeito a senhora encontra as além disso lindas
    no entanto selecionadas acompanhantes e modelos em relação a ensaios
    sensuais específico. http://complaintnews.com/kevinjang/60720

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