Segunda temporada de “Jessica Jones” será dirigida SOMENTE por mulheres

mosaico_jessica_jones_2-600x400

Durante uma palestra na Universidade do Sul da California, Melissa Rosenberg, showrunner do seriado Jessica Jones, revelou que a segunda temporada do seriado será dirigida apenas por MULHERES.

All 13 episodes of @JessicaJones S2 will be directed by women, EP Melissa Rosenberg says at her @transformhwood panel. @tallgirlmel #TH7

— Mo Ryan (@moryan) October 22, 2016

Ou seja, estão todos preocupados mais com uma suposta diferença na relação entre valor profissional dos sexos (gênero é o meu bago) do que com a própria qualidade do programa em si.

A série, uma produção original do canal Netflix, estreou em Novembro do ano passado na esteira de Daredevil, outro grande sucesso do mesmo canal. Baseado na HQ “Alias” de Brian Michael Bendis, o seriado contou com várias liberdades criativas, especialmente no famigerado quesito “representatividade”, o que acabou garantindo pérolas do “empodreiramento” feminino como alguns fan-services desnecessários como a barriga tanquinho e a bunda preta do coadjuvante Luke Cage, assim como a protagonista quebrando o feitiço do vilão machista e matando-o ao final da temporada (sim, é um spoiler, foda-se). Tudo muito recheado de “metáforas” progressistas de libertação feminina.

10-09-15_jessicajones
Jessica Jones “antes da Federal”

Eu quero que vocês entendam, eu não considero a série ruim, muito longe disso. Mas é inegável que as idas e vindas do bom-senso no roteiro são palpáveis ao longo da trama, especialmente quando o tema a ser abordado é a temática da relação abusiva da protagonista e o seu adversário, Killgrave (O Homem Púrpura, no original). Estes detalhes não seriam nenhum entrave na hora de digerir o bagulho, mas o que acaba pesando é, justamente, a máscara que fica evidente na hora de comprar a ideia. Esta não é uma série feita para leitores de quadrinhos.

Nas histórias em quadrinhos, Jéssica Jones é uma personagem com uma clara proposta de desconstrução do arquétipo do super-herói coisa que, apesar de já não ser mais nenhuma novidade, consegue render ótimas histórias. Já na série este detalhe parece ter sido sumariamente deixado de lado assim como, olha só vejam vocês, o fato de a ex-heroína ter que se virar como uma investigadora particular. Porra, as pouquíssimas ocasiões em que ela age como detetive é de dar pena. Um entra-e-sai de personagens e situações que praticamente não acrescenta absolutamente NADA à protagonista e, muito menos, ao enredo.

Além do mais, a transformação de Cage em uma “donzela em perigo” só serviu para desgraçar ainda mais a imagem do personagem em sua série na qual, ao invés de um herói de aluguel, nós temos um bebê chorão de 1,90m que não quer saber de treta com ninguém (apesar de ser virtualmente indestrutível e forte pra caralho). Nem de longe lembra o clássico negão “modafóca” dos quadrinhos. Totalmente desnecessária também é a utilização dele como oponente físico para a heroína já que o maior atributo dela no original é a astúcia.

luke_cage_collage-1024x645
Luke Cage: de “mano” pra “emo”

Mas, voltando à cartilha panfletista da senhorita Rosenberg, quero lembrar a vocês que recentemente, ela demonstrou também interesse em tornar JJ e sua meia-irmã, Trish em um par romântico. Tudo isso apenas para pôr um sorrisinho escroto nos rostos de meia-dúzia de fãs sapatonas que não conseguem curtir nada que não contenha qualquer um dos matizes de suas lentes progressistas. Péssimo.

Não há sequer UMA cena na primeira temporada que sugira algo do tipo, pra começo de conversa.

trish-blues-jessica-jones-hellcat
“Shut up”

Enfim, o que percebo nesta notícia que está sendo alardeada como uma “grande revolução” no meio nerd, é que o caminho a ser trilhado pelas séries da Marvel daqui por diante terá uma forte e desagradável influência dos rumos que a própria editora vem tomando nos quadrinhos. Já é patente a noção de que os executivos daquela editora não têm absolutamente NENHUM cunhão pra dizer não pra esses bebês chorões que não têm nada melhor pra fazer de suas vidinhas medíocres além de se incomodar com o que a maioria das pessoas andam vendo no conforto de suas casas.

E o mais triste disso tudo é que, caso a audiência tenha números inferiores em relação à primeira temporada, preparem-se para uma enxurrada de chorume feminista acusando a audiência de boicote machista contra a decisão.

jessicajones_getty474823804090915-article_x4
This is the end?

“Jessica Jones” tem retorno previsto apenas para 2018. A Netflix confirmou que só vai lançar duas séries da Marvel por ano.

4 comentários

    1. É o melhor que você faz. A série do Luke Cage consegue ser tão chata quanto foi a da Jéssica Jones. Não tive saco de assistir nem metade de nenhuma das duas. A do Cage é tão sacal, que até o texto que tava fazendo sobre ela, larguei na metade, hahahahahahaha

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s