Just Because She´s Not So Black: Zoe Saldana, A Atriz Negra Que Não É Negra O Bastante…

A atriz Zoe Saldana é uma velha conhecida da maioria dos merds que acompanham os lançamentos de filmes de ação e de super-heróis nos últimos anos. Zoe tem sido figurinha carimbada em vários desses blockbusters, emprestando sua carinha bonita pra várias personagens, de todo tipo de raça e cor.   Enfim, sem entrar no mérito de ser uma boa atriz, ou não, ao menos a gente sabe que com ela não tem tempo ruim no quesito caracterização. E na opinião de gente como James Cameron e James Gunn, ela está bem qualificada para interpretar todo tipo de personagem, por mais inusitada que seja sua raça ou cor, desde uma alienígena verde a uma guerreira azul. No entanto, para alguns ativistas do movimento negro dos Estados unidos, esta mulher não tem a pele suficientemente escura para poder ser considerada negra, tampouco para representar uma conhecida cantora negra. Os “guerreiros da justiça social” lá da terra do Tio Sam ficaram muito indignados. Porquê? Leiam e descubram, caros Contronautas:

Há alguns meses, no lançamento do primeiro trailer do filme, Nina (lançado em abril de 2016 e inédito no Brasil), produção que revisitou a vida e a carreira da grande cantora e pianista Nina Simone, nossos amigos SJW fizeram uma campanha ostensiva de difamação e ataques rasteiros a atriz Zoe Saldana, por considerarem que a mesma não era digna o suficiente para encarnar a lenda do Jazz. Simplesmente, porque na opinião desses filhos da puta, retardados e dementes, Zoe não era “preta o bastante” para tal feito – independente de ela atender ou não os requisitos necessários para uma atuação a altura da personagem, pra esses fiscais de melanina, a única coisa que importa é o tom da pele da atriz e foda-se o resto.  Nem precisa dizer que esse arroubo de opressão dos oprimidos foi lindamente ignorado pela nossa tacanha mídia adesista, que tem por costume passar a mão na cabeça dessa gente e fazer vista grossa pra esse tipo de atitude escrota e pouco foi noticiado sobre o assunto, muito menos, uma crítica assertiva de nenhum “especialista de cinema” brasileiro. Segue abaixo um trecho de uma reportagem de um site português (de Portugal) que saiu na época do anúncio do filme:

O filme [Nina], protagonizado por Zoe Saldana, foi desfeito em pedaços por ter escolhido uma atriz de pele clara para interpretar (a cantora Nina) Simone, cuja pele era muito mais escura. Começaram a ser atiradas expressões ofensivas como “blackface” – em alusão aos atores que, desde meados do século XIX, pintavam a cara de preto e exageravam o tamanho dos lábios para representar estereótipos de negros que cantavam e dançavam – e minstrel – os espetáculos das trupes itinerantes com esses atores e cantores mascarados de negros. E os responsáveis pela gestão do legado de Nina Simone twittaram à atriz ‘por favor, tire o nome de Nina da boca. Para o resto da sua vida’.”
Bem… depois de ler este parágrafo, além de um embrulho no estômago, fiquei com a  sensação de que a atriz escolhida deve ser alva como a neve. Vamos lá ver uma fotografia dela para confirmar:
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Não. Não é. Vejamos a Nina então:

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é… muito menos…
Que a Nina é muito mais feia que a Zoe (ou que a Zoe é muito mais bonita que Nina, o que dá na mesma), isso não se discute. E que os traços africanos (nariz largo, lábios grossos, prognatismo, etc.) são muito mais pronunciados na Nina do que na Zoe,  também não. Mas, dizer que a Zoe é “demasiado branca” para poder representar Nina Simone é, no mínimo (além de muito mau caratismo e desonestidade intelectual), não ter PORRA NENHUMA de melhor para se fazer na vida… ou então – o que é o mais provável – querer a todo custo forçar uma agenda política, se é que vocês me entendem.

É daquelas coisas que uma pessoa só pode se conformar e dizer“de bunda de nenê e cabeça de SJW, ninguém sabe o que vai dar”. Esses merdas são mesmo a hipocrisia em pessoa, o cume, o ápice, o pináculo de gente-com–tempo-livre-pra-caralho, e certeza que se tivessem uma vida decente, contas pra pagar, um emprego bem fdp, daqueles que o pião fica 8 horas por dia encarando um chão de fábrica, com certeza  nem teriam tempo de ver a porra do filme, quanto mais de serem mesquinhos e destrutivos, destilando seu discurso de ódio e racismo (sim, racismo! Racismo de negros contra negros, ainda por cima!) a uma pessoa que sequer sabe que essa gente existe e que jamais lhes fez algum mal.

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O tipo de gente que estamos malhando com toda categoria aqui é do tipo “pior escória da humanidade”. Gente do tipo que acha que os homens que não gostam de mulheres negras são racistas. Ou que a Lara Croft, a Poderosa ou qualquer outra personagem de quadrinhos são apenas estereótipos misóginos com a única finalidade de instigar os nerds mongolões a se acabarem na punheta. Ou que dizer “olá” a uma mulher na rua é assédio… É  desse tipo de loucura que estamos falando…

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Outro questionamento que me veio ao saber dessa história:  antes de se fazer este tipo de filme, em que há uma pessoa ou grupo encarregado da gestão de patrimônio da falecida, tipo, não se pede o aval dos artistas escolhidos ou de seus herdeiros? Até porque, no caso do filme da Nina, estão a usar os direitos e a pagar royalties a sua filha, com certeza. Se for assim, do que essa putada agora vêm queixar? O que eu acho: é que só agora criticam, porque se deram conta de que o lucro sobre a venda dos ingressos não vai ser assim tão grande quanto o esperado… e em vez de assumirem, fizeram uma campanha pra detratar o filme, pra assim ter uma desculpa de que a culpa foi do marketing negativo caso este fosse mal de crítica e audiência  –  e foi, já que se trata de um dos filmes de pontuação mais baixa no agregador de críticas, Rotten Tomatoes, com míseros 3%. E é bem capaz de depois de tudo isso, esses dementes ainda estiverem putos por o filme ter uma recepção tão negativa, e considerarem isso uma injustiça ou o que normalmente costumam dizer nesse caso: racismo.  Não duvide, caro Contronauta, pois, no mundo dos “guerreiros da justiça social” tudo é possível. A ideologia cega as pessoas e, no caso dos SJW, à cegueira segue-se a insanidade.

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Esse caso absurdo de hipocrisia e insanidade é mais uma prova de o quanto esses movimentos afirmativos, tão cheios de boas intenções, na verdade, não passam de pústulas cancerígenas e que só destroem tudo por onde passa: a patrulha do linchamento julga sem dó pessoas que  pra eles são claras para serem consideradas de raça negra, mas, que quando lhes interessam,  são  escuras demais para serem considerados brancos/caucasianos. Quando é conveniente para eles (tipo, para cotas raciais ou qualquer outro benefício próprio), basta o sujeito ter, sei lá, 12,5% de sangue de negro, que já é automaticamente negro, mesmo que fisicamente se pareça com um branco, como é o caso de muitos aqui no Brasil. O mais estúpido é que muitos desses idiotas falam sem terem o mínimo conhecimento da porra dos seus próprios genes. Indivíduos que nunca fizeram um caralho de um teste genético na vida, não têm nada que apontar aos outros, muito menos julgar alguém pelo seu tom de pele.

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Provavelmente, a coitada da Zoe Saldana já passou por este dilema de ser julgada por pessoas da própria “raça” e a sensação de não pertencer a nenhum dos lados, o que já deve ter lhe rendido uma porção de transtornos na vida. Mas, é como diz o ditado popular:  “SJW não é solidário nem no câncer”. Você acha que eles estão lá interessados em preservar os sentimentos e bem estar alheio, de seja lá quem caralhos for? Mesmo que na verdade, muitas dessas atrizes mulatas sejam bastante hipócritas quanto a isso. Por exemplo, a Halle Berry, que é filha de mãe branca e pai negro, fez um puta discurso moralista e politicamente correto quando venceu o Óscar, chegando a chorar e a dizer que a sua conquista do prêmio era “um momento histórico para os negros”. Mas, para as suas relações, só quis ficar com homens brancos, hahahahaha. E a Zoe Saldana é a mesma coisa. Pobres meninas “pretas”, que devem a sua beleza às mães brancas e que se sentem muito oprimidas pelos brancos, mas, que depois só querem brancos para maridos. PALMITEIRAS!!

Ainda nessa questão do “pardo de Schroedinger” (aquele que tem 50/50 de chance de ser “branco” ou “preto”),  como fica o mulato Obama, a quem sempre chamaram de negro sem ele o ser?? Pra mim, o Obama foi levado ao colo do povo americano, da mídia adesista e da elite de Hollywood,  foi unicamente sob o argumento de ele ser negro e que por isso, a América iria mudar pra melhor, porque teria finalmente um presidente que, por ser negro, sabia o que era ser oprimido. As pessoas agora já não se lembram (ou fingem não se lembrar), mas quando o Obama ganhou as eleições pela primeira vez, à custa de chavões imbecis como “esperança” e “mudança”, muitos dos seus apoiadores, como Beyonce e Bono, faziam sempre questão de mencionar  que ele era negro (embora ele não seja) como se isso fosse uma virtude – o que também não é, já que cor de pele ou “raça” não define caráter de ninguém, caso você não saiba.

Enfim, essa é a merda de mundo que vivemos hoje em dia: qualquer um pode se sentir ofendido por qualquer coisa e encher o saco de quem quiser. Menos, se for branco e heterossexual, é claro.

Do jeito que as coisas estão indo, quanto tempo para alguém ter a ideia “brilhante” de inventar o movimento “KKK Lives Matter”? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

 

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