John Byrne CONTRA a Mudança De Etnia Nos Filmes De Super-Heróis

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Essa é um pouco velha, mas, como teve mínima cobertura da ‘imprensa especializada’ brasileira na época, vale a pena relembrar. Talvez, porque mesmo com toda a repercussão que deu, o mimimi nao estava tão generalizado e estridente como agora, logo, não chamou a mesma atenção que chamaria hoje. Mesmo assim, não custa refletir sobre o que um veterano da indústria dos quadrinhos tem a dizer sobre esse assunto tão em voga atualmente que é a mudança de etnia dos personagens de quadrinhos nas adaptações cinematográficas – apesar, que grande parte disso também vale para os quadrinhos em si, levando em conta o rumo que as coisas estão indo, principalmente a Marvel. E desta vez, quem está falando não somos nós que somos constantemente acusados por nossos detratores de emitir “discurso de ódio” e outras merdas do tipo, mas, sim, um renomado artista que fez sua gloriosa e invejável carreira  conduzindo os maiores personagens das duas grandes editoras americanas, Marvel e DC.

Em 2014, durante as filmagens do fracassado reboot cinematográfico do Quarteto Fantástico, os inúteis e intermináveis debates raciais que não levam a lugar algum já rolavam com alguma força por todas as redes sociais, incluindo o fórum de discussão  do Mestre John Byrne, que escreveu e desenhou o título Fantastic Four  por cinco anos, sendo seu run considerado por muitos como a melhor  fase de todos os tempos da primeira família da Marvel. O velho ranzinza e banguela deu algumas declarações, digamos… polêmicas – ainda que sinceras –  sobre o assunto, o que chamou a atenção e o ódio daquela galerinha bacana, gente fina e que só prega o amor. Você SABE de quem estamos falando…

John Byrne é um escritor e artista britânico, que na década de 70 trabalhou na Marvel Comics, no gibi dos X-Men e  Quarteto Fantástico, entre muitos outros. Além de ter se consagrado na ex-Casa das ideias, ele também relançou o  Superman  em 86, tendo criado a origem definitiva do personagem. Além das duas grandes, Byrne tem diversos trabalhos publicados por outras editorias como Dark Horse e IDW. Agora que o cara foi devidamente apresentado, vamos ao que interessa: á epoca das gravações do infame filme do Quarteto, o lendário desenhista deu sua opinião sobre as discussões que estavam girando em torno do ator negro Michael B. Jordan ter sido escolhido pelo estúdio 20th Century Fox para representar Johnny Storm, o (a)Tocha Humana, sob a direção do pirado Josh Trank. O site BleedingCool noticiou essas declarações tiradas do Forum de Byrne e assim, sua fala rodou por quase todos os sites de entretenimento do mundo, com a maioria dos internautas acusando o velho de racismo, fascismo, enfim, a mesma cantilena de sempre que essa corja adora dirigir à todos que não baixam a cabeça pras suas ideologias de merda. Apenas nisso os SJW são democráticos: todos – sem exceção -não prestam, a não ser que abracem cegamente a ideologia do politicamente correto e da justiça social.

Bem, sem mais enrolação, fiquem agora com o Sr. John Byrne:

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10 de junho de 2014: Ontem a noite, em seu programa de “notícias”, John Oliver fez um comentário breve (e sarcástico) sobre pessoas que ficam aborrecidas quando  atores negros são escalados como personagens fictícios que são brancos.

Isto me chamou a atenção , é claro, e enviou meu cérebro velho e cansado  para caminhos que me são muito familiares.

Desta vez,  encontrei-me  em um ponto que eu não tinha visitado antes. É claro que eu me oponho a mudança de gênero de personagens em filmes (que é algo muito diferente de “daltonismo interpretativo”), e gostaria de saber o quão longe Oliver continuaria confortável seguindo com seu desprezo por aqueles que compartilham os meus pontos de vista.  Se, por exemplo, houvesse um remake de ‘E o Vento Levou’, seria perfeitamente aceitável escalar Will Smith como Rhett Butler?

 Hollywood percebeu que a propagação constante de videocassetes e sistemas de entretenimento doméstico, para não mencionar canais de filmes a cabo, significou que mais e mais  pessoas brancas de classe média passaram a ficar em casa assistindo filmes no conforto do seu lar. As salas de cinema  estavam cada vez mais se tornando a província dos menos abastados, que Hollywood chama de ‘minorias’, especialmente os negros.

Portanto, mais uma vez algo de positivo – uma maior presença de minorias nos filmes – surgiu a necessidade de garantir bilheteria, e não como um desejo genuíno de  Hollywood em “fazer a coisa certa.”
Isso, atualmente é  moda em Hollywood – na fronteira com um fetiche, me parece –  trocar personagens brancos por outras raças e etnias. E estou francamente espantado que a comunidade negra não esteja indignada com esta versão moderna paternalista do ‘blackface’. Onde estão os papéis criados para atores negros? Por que Will Smith, Samuel L. Jackson, Halle Berry, etc, tem que se contentar com as sobras de comida?

Isto é, naturalmente, uma atitude completamente racista. Ou seria bom  alterar um personagem preto para um branco, ou um um asiático ou um nativo americano, se o autor que criou o personagem fosse negro, e, portanto, usando uma configuração de acordo com seus “padrões”?

Mas não é apenas no cinema que isso acontece.

já produziram várias produções teatrais locais com troca de raças no elenco.  Anos atrás, ‘Shakespeare on the Sound’ fez uma semana de Othello, com um ator negro, naturalmente, como o protagonista, mas também com um ator negro como Cassio. Enquanto isto até que adiciona uma camada interessante para a paranóia de Othello (tipo, Desdemona só tem atração por rapazes negros?), isso também tirou o principal aspecto do personagem de Otelo de ser um “estranho numa terra estranha” . Em vez de ser o mouro de Veneza, tornou-se, só mais um de um número indeterminado de pessoas negras na cidade.

Tempos depois, vi produção de Arsenic And Old Lace, de um pequeno grupo de teatro, com um ator negro no papel de Jonathan Brewster. Agora, além dos problemas que isso cria com o resto de seus parentes de sangue sendo brancos, o personagem é descrito na peça, várias vezes, como parecendo Boris Karloff. No mínimo, um pouco de edição de script criteriosa poderia ter sido aplicada?

Isto é,  claro, por isso que eu mantenho a opinião de que “daltonismo interpretativo” e “mudança de raça” são duas coisas diferentes. “Daltonismo interpretativo” se aplica quando a raça do personagem não é conhecida.  James Earl Jones em A Caçada ao Outubro Vermelho, por exemplo. “mudança de raça” é quando uma raça conhecida é trocada por outra.

E até onde sei, mudar a raça de um personagem é como tratar uma perna gangrenada, cortando um dedo do pé.  Se houver uma falta de papéis, especialmente bons papéis, para os atores “minoritários” – e certamente há! – Então, vamos corrigir isso. Não coloque um bandaid sobre o problema. 

Quando se trata de escalar um ator negro como Johnny Storm, há um grau de ignorância histórica no trabalho que está a insultar a Stan Lee e a memória de Jack Kirby.

Lee e Kirby, ambos judeus de Nova York, não conceberam o Quarteto Fantástico como extensões de si mesmos. Levou cinqüenta anos para um escritor (e eu queria muito que tivesse sido eu!) para identificar Ben Grimm como um judeu. Mas o que Stan e Jack fez quando moldaram o início do Universo Marvel  foi demonstrarem uma consciência social da melhor forma que o mundo iria tolerar no momento.

Lee, Kirby, Ditko e o resto introduziram minorias étnicas e raciais, com uma frequência muito maior do que, digamos, a DC . Wyatt Wingfoot tornou-se um membro regular do elenco de apoio do Quarteto. Robbie Robertson apareceu em Homem-Aranha. O Pantera Negra chegou. Heróis não-brancos surgiram das fileiras do homem comum. Lembram-se de Al B. Harper, que morreu para salvar o mundo?

Quando Johnny teve sua etnia mudada,  isso trouxe a tona a inevitável resposta  de alguns segmentos de fãs e da mídia de que essa mudança foi “necessária” devido aos quadrinhos na década de 1960, serem focos de supremacia branca – enquanto nada está mais longe da verdade. A indústria de quadrinhos norte-americana foram o lar de algumas das pessoas mais liberais e com visão futurista que você pode imaginar. Eles  podem não ter levado a rigor retratar a sociedade como que a sociedade era percebida em si. Mas, eles definitivamente devem  ser louvados por, muitas vezes, estarem à frente de seu tempo quando se tratou de reformas sociais.

 Como os atores, muitas vezes, dizem-nos, no auge de sua pretensão, saber atuar é saber reconhecer a verdade. E não há verdade maior para um elenco de atores do que a do personagem, e não, alterar esses personagens  e em seguida, fingir que nada  mudou.

Pessoas brancas não acham que  estão sendo racistas quando optam por mudar um personagem de branco para preto, ou asiático, ou qualquer coisa que não seja branco, mas elas estão. O que muitos não entendem, é que qualquer um distingue um indivíduo (fictício ou não) puramente com base em sua raça, está sendo racista.
Olham para um elenco de personagens e perguntam “Qual deles podemos transformar em negro?”  Mas,  isso não muda para negro em nada mais do que a cor da pele.  Não há nenhuma consideração das experiências muito diferentes que as pessoas negras têm das brancas  neste país, e, de fato, nem no resto do mundo.

Se tomamos uma história escrita por um Africano Negro, situada na África, sobre os africanos, e arbitrariamente  um dos personagens fosse trocado por um branco , haveria (justificável) ultraje. O ponto válido é que não podemos simplesmente jogar uma mão de “cal” num personagem preto e alegar que depois disso, seja a  a mesma pessoa, o mesmo, a mesma presença dinâmica na história.

Como é que isso pode então ser diferente de pegar um personagem branco e pintar ele / ela de preto? Nick Fury, para citar apenas um exemplo, teve de se transformar em um personagem diferente, quando ele foi pintado de preto. Por que não fazer dele um personagem diferente? Dê-lhe sua própria identidade, em vez de uma estabelecida e reconhecida como sendo um cara branco? Faça-o Gabe Jones, ou Gabe Jones Jr, ou Gabe Jones III, se você quiser amarrar à continuidade existente. Como o site “You Get It wrong (Está tudo Errado)…”  aponta tão bem, Fury nos Marvel Filmes não tem profundidade alguma. Ele é definido unica e inteiramente por ter um tapa-olho.

E Samuel L. Jackson está bem com isso? (Como eu disse antes, eu não entendo por que o Sr. Jackson não processou a Marvel quando usaram sua fisionomia, sem permissão, para retratar  o “Ultimate” Nick Fury.  Sua cara é a sua marca. Será que ele não sente necessidade de protegê-la? Posso fazer dele um personagem em um das minhas  fotonovelas de STAR TREK e esperar que não venham cartas de seus advogados? E se essa carta viesse, eu não poderia apontar para o Nick Fury “Ultimate”, e seu endosso posterior do mesmo, e dizer: “que já fizeram isso antes”?

O fato triste é que os civis quando vão ao cinema, presumem automaticamente que os filmes são melhores do que os quadrinhos – geralmente sem nenhum conhecimento sobre quadrinhos. Lembre-se dos “críticos especializados” que elogiaram a “visão particular” de Tim Burton para Batman, aparentemente sem saber que ele estava fazendo o que Denny O’Neil, Neal Adams, Frank Miller e uma série de outros já vinham fazendo nos quadrinhos há décadas. Tanto quanto os resenhistas  dos anos 60 diziam o mesmo quando Batman era Adam West.
Quadrinhos são vistos com desdém, e os fãs de quadrinhos são vistos com desdém. (E, dado o tipo de representação pública que temos, esta não é uma grande surpresa) Assim, quando um fã se revolta contra os excessos de Hollywood, esse cara é considerado imediatamente  um imbecil, retardado e perdedor por aqueles que não são leitores de quadrinhos.

Mas o  pior é quando os- que-se-chamam-fãs  assumem esta posição, bebem o Ki-Suco de Hollywood e dão mil desculpas para essas transgressões. ‘Putinhas’, eu os chamo. Contanto que o que está acontecendo na tela seja chamativo, explosivo e brilhante, tudo é aceitável. (Ah, e se você pode fazer uma cena de Wolverine dizendo “Fuck”, então você é um gênio !!)

Quando uma propriedade tem cinquenta anos – como os X-Men, por exemplo – é compreensível que um cineasta queira fazer graça, confabular, e viajar nas suas ideias  tanto quanto possível, ao invés de começar na primeira página da primeira edição. Afinal – X-Men, novamente – a maioria dos personagens em que aparecem na primeira edição da forma como são mostrados seria irreconhecível para um público fã de quadrinhos modernos.
Naturalmente, este é o lugar onde os executivos de Hollywood nos dirão que, se todos os fãs de quadrinhos nos Estados Unidos boicotarem seu mais produto (os filmes), isso teria quase zero efeito sobre a bilheteria -. E ainda assim, eles tentam do seu jeito agradar aos fãs. Mas eles fazem isso de uma forma bem capenga. O que eles fazem é apenas jogar  alguma referência obscura “inteligente” que irá fazer os fanboys desmaiarem de emoção, enquanto demolem acres de propriedade intelectual por todo o resto.

“Ei, olha! O Fanático falou: ‘Eu sou o Fanático, cadela! ” E é isso? O que? Eles fazem os poderes de Kitty funcionarem da forma errada e o ator que arranjaram não se parece nem um pouco com o Fanático (ou Kitty)? Mas, e daí! Ele disse: ‘Eu sou o Fanático, cadela!’ É  o bastante!”

E os civis, é claro,não estão nem aí pra isso.

Muitas das mudanças que Hollywood faz são apenas por preguiça. É mais fácil fazê-las de uma maneira, em vez de outra. Mudança de raça/etnia cai nesta categoria. Ao invés de gastar algum tempo e esforço na criação de novos personagens negros – você sabe, na verdade, respeitando a história e o patrimônio dos atores negros que irão interpretá-los -. o que eles fazem é pegar os sapatos  de  Al Jolson [criador da blackface] e calçar em um personagem branco existente.

Foi racista quando Jolson  fez isso.  Ainda é racista. Só que agora, que o racismo foi repaginado em uma maneira que faz com que algumas pessoas pensem que algo de positivo está acontecendo. Não está.
Considere a heroína Tempestade, o jeito que a conheci em Giant-Size X-MEN 1: Misteriosa, sábia, altiva, nobre. . . mas, dentro de um curto espaço de tempo ela nasceu no Harlem e cresceu com a primeira parte da origem de Modesty Blaise. Um personagem completamente diferente (e amarrado a um pouco específica da história do mundo, a crise de Suez, o que a faz hoje ter a idade !!).

Agente Coulson era não só um novo personagem, mas um personagem novo branco. Uma vez que ele é efetivamente a cara da SHIELD de hoje, por que não fizeram ele negro quando o criaram?

John “Mothafucka” Byrne, senhoras e senhores.

É isso ai, Sr. John Byrne!  Um dos maiores escritores e desenhistas de todos os tempos.  talvez, o MAIOR  artista da década de 80, também !! Bota pra foder com esses SJW filhos da puta, John!

Eu não concordo com tudo o que ele disse – talvez uns 85% – mas, todo mundo com algum bom senso tem que admitir que seus argumentos são muito bons e com muita proprieade, além do fato de ele ter um conhecimento sobre esses personagens como poucos o tem. Odiei desde o início dos primeiros boatos essa ideia de fazer o Johnny Storm ser representado por um ator negro no filme, apenas por questões de “representatividade” forçada goela abaixo, que é o que sempre fazem achando que vão ficar bem na foto.  Desde sempre sou da opinião que é muito melhor  criar novos  personagens negros (como Miles Morales por exemplo) e trabalhar pra  apresentá-los e promovê-los decentemente ao grande público não-nerd (odeio o termo “civis”), em vez de empretecê-los. Nunca tinha pensado nessa questão do Samuel L Jackson/Nick Fury  e o tapa-olho… Achei bem interessante também essa tese do Byrne sobre isso.

Eu também acho que ele mandou bem quando deu o exemplo inverso: que mudar personagens que foram concebidos como negros para brancos é tão errado quanto o contrário. Mudar arbitrariamente personagens negros e fazê-os brancos seria uma merda total e sem sentido.  Pantera Negra, Luke Cage e Tempestade são exemplos onde mudar a cor/etnia seria um completo absurdo, no entanto pode-se argumentar que alguns outros personagens negros até poderiam  mudar e isso não faria diferença alguma, mas, não é por isso que vamos pegar personagens sem nenhum traço de personalidade, tipo, Bishop, Triatlo ou uma Riri Williams ou mesmo o Miles Morales (que não é essa Coca-Cola toda que o povo diz por aí) e mudá-los pra representar alguma outra minoria menos representada que negros, como, orientais ou indígenas, né? Aí, movimento negro e black-hitlerista cairia matando em quem tivesse uma ideia ‘brilhante” dessas, pode ter certeza.

No caso do Tocha Humana, essa mudança ficou mais cagada ainda se levarmos em conta  o fato de que eles não mantiveram sua irmã Sue Storm branca e loira. A desculpa que eles arranjaram, de que eles seriam irmãos adotivos foi uma bosta e zoou toda a dinâmica familiar que é o conceito principal do Quarteto Fantástico. Essa mudança de enfoque na história dos personagens, só reforça ainda mais a colocaçao do Byrne, que mudar a raça de um personagem, muda tudo, sua personalidade, sua caracterização, sua história e sua essência. Johnny e Sue sempre irmão e irmã de sangue – e brancos. Se a vontade dos executivos da Fox era mesmo o de promover “diversidade” nesse filme, que eles mudassem a etnia dos dois e pelo menos mantivessem o vínculo sanguíneo e não a merda que fizeram, trocar a raça de um e manter a do outro e fazer deles irmãos adotivos.

Eu não acho que alguém tenha  problemas com a existência de personagens negros (pelo menos, eu não tenho), mas por que diabos alterar um que sempre foi tradicionalmente branco? E sempre que alguém discorda, aparece uma malta de retardados vagabundos com o mesmo chorume de sempre: “você é  preconceituoso, racista, mimimi, bububu!”, esse é o único argumento que esse povo tem pra tudo. Bem, eu tenho uma resposta bem simples pra vocês, que vai melindrar suas cabecinhas, seus merdas:

Isto é o Quarteto fantastico.

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Não essa porra aqui.

Entendeu, filho da puta?

11 comentários

  1. O melhor é ler essa choradeira. Isso realmente é bacana.
    O mundo mudou e vc terá uma mulher como chefe, um Negro como professor e um gay como companheiro de trabalho.
    Aceita que dói menos. Até lá continua postando essas besteiras xiliquentas e infantis. É legal ver esse desespero.

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    1. Sim, o mundo mudou. Negro passou a existir no século xxi, né? A verdade é que essas pessoas sempre estiveram la, sempre tiveram seu espaço e ninguém nunca impediu elas de se estabelecerem. Já tive várias mulheres como chefe, desde sempre também e elas chegaram lá graças a diversos fatores que nada tem a ver com feminismo ou ações afirmativas idiotas, seu retardado mental de merda.
      Filho da puta

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    2. eu mesmo faço parte de uma minoria pouco conhecida, sou asperger, e eu quase não vejo asperger nas estórias, e se aparece, como apareceu no filme do power rangers, eu gosto, mas eu mesmo digo, se começarem a colocar aspergers em tudo quanto é canto, enfiando goela abaixo como estão fazendo com gays principalmente, eu vou reclamar. Quando eu reclamo dessa diversidade forçada nas mídias, dizem q eu me borro por ver minorias sucedendo e gosto de só homem branco hétero ter espaço na mídia (como você mesmo disse), aí veio o filme do power rangers que trouxe um asperger como eu, e me deu a idéia, agora toda vez que eu reclamar de uma minoria forçada numa estória, vou dizer que eu faço parte de uma minoria que quase não aparece, mas mesmo assim não gostaria que ficassem colocando em todo lugar e fazendo alarde com isso pra preencher uma cota pra aspergers. Eu mesmo sou asperger, uma minoria, tão minoria que pouco se fala a respeito, e eu mesmo não quero asperger sendo colocado em tudo quanto é canto só pra preencher uma cota.
      Tá na cara que você é um sjw politicamente correto que cata preconceito em tudo, eu não quero que enfiem negros ou gays ou mulheres em todo canto… COM INTENÇÃO DE COTA POLITICAMENTE CORRETA! Se quer colocar uma minoria, coloque, mas não fique alardando toda vez que o fizer. Deixe claro que isso NÃO foi feito só com o propósito de preencher uma cota.
      A maior prova de que esse negócio que você disse que “oh meu deus, os terríveis homens brancos héteros opressores não querem gente diferente deles na mídia” é totalmente nada a ver, é o sucesso que muitas minorias conseguiram, super choque, John stewart como lanterna verde, Rey e finn, mulher e negro no star wars 7, Katniss everdeen, personagens que fazem parte das tais “minorias”, amados pelo público geral e ninguém reclamou, por quê? porque não foi feito de maneira forçada, não foi feito com o propósito de preencher uma cota, diferente da “thora”, das novas caça fantasmas, da mulher de ferro negra. Esses incluiram minorias só pra dizer que o fizeram, e aí o povo reclamou porque assim a estória foi deixada de lado, esse papinho de “oh meu deus, os terríveis homens brancos héteros opressores não querem gente diferente deles na mídia” é balela, nada a ver, o povo só não quer que isso seja forçado goela abaixo, eu já vi muitas mulheres, negros que concordam comigo nisso. e eu mesmo como falei, faço parte de uma minoria, e não quero ver ela enfiada goela abaixo colocada em todo lugar só com a intenção de preencher cotinha politicamente correta

      Curtido por 1 pessoa

  2. Eu li esse texto várias vezes já e toda vez encontro algo errado na opinião dele. John Byrne é um mito dos quadrinhos mas ignora muita coisa em relação à forma como a sociedade funciona.
    É engraçado inclusive o Byrne citar Othello no texto dele, uma vez que Othello – personagem negro – foi interpretado em sua versão clássica no cinema por Laurence Olivier, um ator branco MAQUIADO pra parecer negro: Blackface – racismo – na cara dura.
    Cheguei a escrever um texto sobre o assunto no meu blog tb e colo aqui um trecho dele:
    Há coisas que realmente não fariam sentido. Um ator negro interpretando um nazista por exemplo.
    Ou um ator branco interpretando um nativo nigeriano. Mas nunca fez sentido o Othello ser o Laurence Olivier ou o índio Tonto ser o Johnny Depp, fez?
    Mesmo assim ninguém reclamou, ninguém falou a respeito.
    E são nessas “pequenas” coisas que se mostra como a cultura racista nos afetou. O Quarteto Fantástico é uma família americana, foi criada como uma família americana. Johnny Storm é um playboy mimado nos quadrinhos. Isso seria impensável para um negro quando Stan Lee criou o Quarteto. Mas Kanye West está aí pra provar que no século XXI podem sim existir playboys mimados negros. Não é uma mudança que não faça sentido.
    Diante dessa postagem, não pude deixar de lembrar da história de um cara que não gostou da ideia do Johnny Storm negro mas mudou um pouco a mente sobre isso quando viu um menino gritando para o pai no shopping que tinha um super parecido com ele no cartaz.

    Caso se interesse, explico coisas como whitewashing, blackface e representatividade num ponto de vista que considero equilibrado no texto: http://teolonerd.blogspot.com.br/2016/07/racismo-e-mimimi-pt-2-ue-mas-aquele.html

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