Rogue One É Bom, Mas, O Melhor É Que Morre Todo Mundo No Final

Apesar de ser um cara dos anos 80 e 90, eu nunca fui lá um graaaaande fã de Star Wars. Assisti todos os filmes da  trilogia original quando moleque e  anos depois, vi os 3 filmes da nova, mas sem nunca dar muita bola. São filmes divertidos (a maioria deles) e só. Mas, eu sempre fui um consumidor voraz de produtos de entretenimento em geral, inclusive, Star Wars – mesmo não estando entre os meus preferidos. Então, não preciso dizer que sempre estive familiarizado com a série e sua “mitologia”, e sei de seu devido lugar e importância dentro da cultura pop. Talvez eu não seja o cara mais indicado ou entendido pra fazer uma crítica com toda profundidade e categoria sobre esse novo filme, Rogue One,  mas, foda-se… aqui é meu blog e vou falar dele mesmo assim. 

Pra começar, eu gostei do filme. Gostei mesmo. Quem acompanha o Contra por algum tempo, já deve ter sacado que dificilmente falamos bem das coisas por aqui. E nem é esse o nosso propósito… Ou melhor: podemos sim falar sobre o que quisermos por aqui, seja pra elogiar ou meter o pau, mas, o nosso foco é sermos objetivos, sinceros e diretos ao ponto, sem ficar babando ovo pra nada, sob a perspectiva do fã, do bobão que releva qualquer coisa e que acha tudo lindo, pois não quer passar uma má impressão à sua panela fazendo uma crítica isenta de hipocrisia e bom mocismo – ainda mais que ninguém está nos pagando um centavo pra falar das coisas por aqui :/. Enfim, voltando ao filme… é um filme bom, bacana, decente – assim como a maioria dos filmes da Marvel, que também pertence à maldita Disney. No conjunto da obra, Rogue One: Uma História Star Wars é um filme legal e vale a pena ir vê-lo na telona do cinema, mas…

…Agora, vamos tratar da coisa sobre o ponto de vista do Contra: apesar de ser um filme muito bem feito, principalmente nos quesitos técnicos, uma coisa que mais do que apenas me incomodar, mas, que me causou total indiferença, foi a total apatia e falta de carisma dos personagens. Nenhum deles me passou algum senso de conexão  ou  sentimento de identificação com alguma característica ou traço de personalidade, que me fizesse importar com o que acontece com eles ao longo do filme, coisa que em maior ou menor proporção aconteceu nas dias trilogias anteriores e no filme do ano passado, O Despertar da Força. Todo mundo malhou a protagonista, Jyn Erso (Felicity Jones), por ser uma personagem com a qual ninguém conseguiu se relacionar, mas, acho que todos os outros sofrem do mesmo problema. São personagens que só estão lá cada um pra cumprir uma função de levar a história pra frente, do ponto ‘A’ ao ‘B’ e depois pro ‘C’ e assim por diante. Pouco importa se no fim do filme terminam vivos ou mortos – e sim, todos eles morrem, antes que me esqueça.

Um dos motivos que estão usando pra justificar essa falha do filme em retratar seus heróis é o  de terem acontecido alguns problemas durante as gravações e edição do filme, como o estúdio ter reconvocado a equipe inteira pra regravar novas cenas, o que resultou em mais ou menos 40% do produto final serem de novas cenas. Nada mais normal, que se diga a verdade. Coisas do tipo sempre acontecem em produções desse porte, mas, já é o suficiente pra deixar a maioria dos fãs meio ressabiados, apesar de aparentemente a maioria ter  declarado estar bem otimista, pelo que acompanhei do feedback das pessoas nas redes sociais até a semana passada. No entanto, após uma semana do lançamento, já não se vê ninguém mais comentando sobre ele, o que é bem estranho. Não sei se essa indiferença se deve a Rogue não passar de um spin-off, parcialmente descartável para o entendimento da trama principal da mitologia do conflito entre a família Skywalker e o Império ou se o povão só achou o filme meia bomba mesmo. As primeiras críticas que vi foram bem positivas. Teve até vagabundo chorando no Youtube, mas, do populacho, da massa ignara não vi quase resposta nenhuma…

Na verdade, em muitos aspectos, Rogue One é melhor do que a maioria dos  blockbusters medianos de sci-fi que se tem por aí. Quase sempre, o enredo desses filmes gira em torno de um McGuffin pseudo-científico, muitas vezes difícil de engolir. Aqui, não. Toda a narrativa é conduzida pelos personagens, nas suas decisões e atitudes, mesmo eles não tendo sucesso em ganhar a empatia do espectador. Tirando, é claro, o ícone Darth Vader, que em suas duas cenas se mostrou bem mais fodão do que em todos os filmes da trilogia clássica. A abordagem contemporânea fez bem ao personagem, mostrando o puxa saco mor do Imperador (não este que vos fala), um vilão verdadeiramente poderoso e ameaçador e não um mané desajambrado e hilário num cosplay de Satan Goss. E também é mérito do filme finalmente mostrar a fundo a antes apenas sugerida “opressão” do Império  e as nuances de uma guerra à nível universal.

De todo jeito, com ou sem refilmagem, e mesmo cheio de cortes, no conjunto da obra, apesar de uma primeira metade um pouco sacal em alguns momentos, Rogue One é um bom filme, que cumpre a maioria do que  foi esperado dele. Não tudo, mas, sejamos realistas: em se tratando especificamente de cinema, a gente já devia ter aprendido que entre as expectativas dos fãs e o resultado final entregue pelas produtoras, sempre terá um abiiiiiiiiiiiiiiismo de diferença.

Pontos positivos: toda a parte técnica – boa cenografia, ambientação, efeitos especiais; A participação de Darth Vader e do seu puxa saco, o Moff Tarkin; O final do filme fazendo ponte com o começo do episódio 4, o que faz deste Rogue One praticamente um Star Wars – Episódio 3,5; História totalmente fechada, sem possibilidade alguma de continuação.

Pontos negativos: Personagens sem carisma e atuação bem esquecível na sua grande maioria; Algumas sequências de cena meio picotadas, possivelmente por conta das famigeradas cenas refilmadas; Primeira metade beeeeeem arrastada, muitas cenas longas, sem necessidade, muito menos, profundidade. Poderiam ter cortado uns 25 minutos do filme de boa e teria ficado bem mais redondinho; Não tem o letreirinho de introdução característicos dos filmes de Star Wars e isso fez um pouco de falta pra fazer a galera entrar no clima; Piadas meio sem graças e mal colocadas, quase todas muito forçadas… É  um filme de guerra, porra. Tá rolando matança e cidades/estados sendo atomizados na maior parte do tempo e os caras dando uma de Tiozão do Pavê é foda. Parece que os caras não conseguem mais fazer um filme sem essas gracinhas pra mongolão se acabar de rir no cinema, mesmo sem as vezes entender porra nenhuma do que estão tirando sarro.

Assistiria de novo? Provavelmente não.

Melhor filme da franquia Star Wars? Nem fodendo.

Melhor filme do ano? Atrás de Deadpool, Mogli e Guerra Civil, provavelmente, sim.

Nota: 6,5/10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 comentários Adicione o seu

  1. Janaína disse:

    Gostei!!!!! Mas teve os mas mesmo. O robô foi legal… E a participação dos que já foram 🤓🤓

    Curtir

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