Historinhas de Heróis para menininhas são o câncer dos quadrinhos e por isso, NÃO VENDEM!

Pois é…  o tempo passa mesmo voando. Em fevereiro deste ano estreamos o seu blog preferido, o Contra (o blog mais maldito da internet), numa altura em que, infelizmente, a blogosfera  já se encontrava em declínio, depois de um curto período de relevância dos sites independentes. Começamos como mais um blog falando majoritariamente de quadrinhos e algumas outras besteiras, e com o tempo, nosso escopo se expandiu, assim como a nossa ainda pequena base de leitores. O Contra é uma consequência, ou melhor, uma resposta à indolência, ao entreguismo e a pau-molescência da imprensa brasileira em todos os segmentos que ela atua.

 Já escrevi em outros blogs antes, sempre com o mesmo espírito de contestação e de desafio ao comodismo, a hipocrisia e a falsidade que se encontram em todos os cantos da internet, dos sites, podcasts e canais de Youtube vendidos, aos grupos e páginas no Facebook, onde ou você faz a linha do “tudo é lindo maravilhoso e sou amiguinho de todo mundo” ou você está fora, sob as acusações dos piores crimes possíveis que lhe são jogados, apenas… por você ter uma opinião. Porém, foi daí que surgiu a ideia de criar um espaço onde eu e quem mais quisesse participar pudéssemos exercer nosso direito manifesto de LIBERDADE DE EXPRESSÃO ABSOLUTA, SEM LIMITES, em que a única regra que seguimos e respeitamos é de NÃO HAVER NENHUMA REGRA. Estando tanto tempo inserido num ambiente virtual fortemente totalitário, autoritário e amordaçador dos grupos, fóruns  e espaços de comentários e seus administradores e moderadores fascistinhas, o choque cultural de se ter o seu próprio espaço pra falar a porra que você quiser, que filha da puta nenhum vai ter o poder de te calar, é  verdadeiramente libertador. Recomendo a todos que tiverem chance de fazerem o mesmo. Então, crédito à quem é devido, sem todos os filhos da puta que atacamos os tempo todo e seus mimimis e suas merdas, este blog dificilmente existiria.
Criei o Contra sobretudo para divulgar e opinar sobre aquelas notícias que a nossa considerada imprensa adesista não dão, mas, também para tentar inspirar outras pessoas a se manifestarem também, a mostrar que existe uma pluraridade de opiniões e pontos de vista e que as pessoas não devem se calar por medo de ir contra o “senso comum” ou a vontade da “maioria” ou de desagradar as “minorias” (esse povo nunca tá contente) e de se conscientizarem que TODO MUNDO TEM O MESMO DIREITO DE DIZER O QUE PENSA E FODA-SE QUEM DISSER O CONTRÁRIO. É pra isso que estamos aqui.
Chegando agora ao fim do ano, vou dar uma parada com o blog. Mas, calma, amigo contronauta… é só por algumas semanas. Vou aproveitar esse período de férias pra fazer outras coisas, cuidar de assuntos particulares e tentar viabilizar algumas coisas pra melhorar esse espaço e trazer mais conteúdo bacana e diversificado pra vocês que nos acompanham. Pensando em melhorar e também fazer isso aqui crescer e assim, ter mais relevância, tomei algumas decisões.  Algumas coisas já posso adiantar pra quem se interessar:  Ao longo desses meses , desde a estréia do Contra, tenho sempre monitorizado os acessos ao blog e a página no Facebook e cheguei à conclusão de que algumas coisas precisam mudar por aqui. Isso, tomando como referência a frequência média, o tempo que  vocês passam em cada post e os comentários no Facebook, de que a maioria dos leitores não lê nem metade daquilo que eu escrevo. Desconfio que é assim em quase todos os blogs e talvez isso explique em grande parte a decadência da blogosfera como um todo ao longo dos anos: as pessoas preferem cada vez mais as redes sociais como o Facebook, os aplicativos de mensagens tipo Whatsapp e Mssenger e vídeos de youtubers, onde a informação é dada de uma forma muito mais resumida e instantânea.
Não me estou me queixando de nada, que fique bem claro. É evidente que vocês têm todo o direito de ler apenas aquilo que lhes interessa, eu também sou assim. Mas, parece que o motivo pelo qual vocês vêm aqui tem mais a ver com o tipo de notícias que eu divulgo e a relevância/popularidade dos assuntos, do que com aquilo que eu digo sobre eles.  Assim sendo, decidi que vou deixar de escrever postagens longas, limitando-me a divulgar o maior número de notícias que puder e tentar comentá-las da forma mais resumida que conseguir. Em outras palavras, da minha parte (os outros redatores são livres para continuarem postando como quiserem), vou fazer deste blog uma espécie de Twitter um pouco mais expandido, publicando muito mais posts por dia, mas, em geral, muito mais curtos. Haverá uma ou outra exceção quando a pertinência da notícia o justificar ou simplesmente, eu quiser me estender mais. Quando eu retornar, lá pela última semana de janeiro, vocês entenderão melhor o que quero dizer. Espero mesmo que com isso, o Contra se enquadre no gosto daqueles que já acompanham e dos novos possíveis leitores que chegarão por aqui.
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Essa decisão, além de visar aumentar a frequência de postagens do blog, é também porque não estou tendo tempo para fazer tantos  textos grandes opinativos quanto eu gostaria. Por isso, vou fazer a experiência de uma linha mais “curta e grossa”, deixando as conclusões para quem lê os posts, mas, como sempre, tudo acompanhado de links para a informação ser averiguada por quem quiser pensar “fora da caixa” e dar-se ao “trabalho” de pesquisar e daí formar a sua própria opinião, mesmo que isso leve as pessoas para fora dos blog. Não que isso signifique que isso aqui vai virar mais um de tantos repetidores de conteúdo, como se já não tivesse o bastante dessas pragas por toda a internet. Pra isso, preferiria fechar o Contra de vez.  Ainda vou continuar a escrever como sempre, acrescentando algo mais, com um conteúdo mais elaborado nos temas, mas, sem tentar me aprofundar tanto como fiz em alguns casos este ano. Até porque há noticias que por si só, são apenas uma repetição dos mesmos temas (Marvel lixo, Frank Cho, justiceiros sociais, feminismo, vitimismo negro, Gaystapo…).
Chega-se a um ponto, que até eu me sinto saturado de publicar o que parecem ser os mesmos textos fazendo as mesmas observações sobre os mesmos assuntos, assim como talvez os leitores fiquem saturados em ler os mesmos clichés, que são muito cópia da cópia da cópia das mesmas noticias, simplesmente porque essas merdas acontecem o tempo todo. Daí, tenho duas opções:  apostar em abordar as mesmas notícias sobre o mesmo tema, resumir o escopo de cobertura do Contra, porém, com uma pegada mais elaborada como vinha fazendo ou então, postar sobre vários e diversos assuntos ao mesmo tempo de forma mais resumida, com o diferencial que é dar a minha verdadeira opinião sobre eles.  O meu grande objetivo é fazer isto aqui crescer pra mais do que “um mero blog do WordPress”. E, para tal, tenho de ter uma audiência crescente. Sem isso, mais vale gastar o meu tempo de uma forma mais útil para mim, seja ler um gibi ou um livro, arranjar um segundo emprego, cursar uma nova faculdade, fazer academia, tirar um som, jogar videogame, sei lá…
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O problema é que estou a perder muito tempo escrevendo e tomando conta do blog e da página e a audiência do Contra praticamente não tem subido conforme o esperado pelo investimento de tempo e até mesmo de dinheiro. A ideia de se ter um blog, um site, um canal ou uma página é a de chegar às pessoas, mas em quase 1 ano de publicações constantes, a nossa audiência cativa (pessoas que vêm ao Contra pelo menos uma vez por semana) ainda não chega sequer a 300 pessoas. Por isso, vou tentar apostar em outras formas de fazer passar a mensagem: dar continuidade nos podcasts que já ensaiamos alguma coisa este ano e fazer vídeos pra dar vazão aos assuntos que pretendemos tratar aqui. Embora eu não goste lá muito de ouvir a minha voz, vou experimentar publicar alguns vídeos para ver como é que o público reage. Pra isso, já temos um canal no YouTube e possivelmente, já no começo do ano eu jogue alguma coisa lá como polo de testes. Daí, é ver no que vai dar…
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Outra coisa que constatei também é que há pessoas que vêm aqui muitas vezes mas que nunca comentaram. No entanto, eu tenho uma ideia mais ou menos precisa dos leitores que passam por aqui diariamente e posso garantir pra vocês que são muito poucos. Há dias em que nem sequer passam por aqui 100 pessoas. O problema é que este blog está prestes a completar um ano e, nos últimos dois meses, o número de visitas praticamente estagnou. Apesar do crescente número de seguidores em nossa página, lá também a participação e o engajamento das pessoas é quase nulo. Temos muitas curtidas nas postagens, mas, pouquíssimos compartilhamentos, e precisamos ainda disso pra chegar às pessoas. Pois, nosso alcance é muito pequeno e a maior parte das nossas visualizações provém dos compartilhamentos nos grupos do Facebook – isso, quando eles não nos censuram, deletam nossas postagens, impedem de publicar links com o endereço daqui do site (sim, isso aconteceu algumas vezes. Acho que o Contra tá na lista negra do FB) ou dão ganchos de 30 dias tanto pra mim quanto pros outros redatores do site.
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Por isso, que acho que é preciso fazer algo, de arriscar e tentar mudar alguma coisa. Mesmo que não resulte em merda nenhuma, me sinto na obrigação de tentar. Eu diria que o problema da audiência do seu blog ter estagnado nos últimos tempos (o que não reflete o crescimento da rejeição das pessoas em relação aos abusos dos justiceiros sociais e do politicamente correto em geral na opinião publica) está também relacionado  sobretudo com a falta de propaganda,marketing e divulgação. Infelizmente, a publicidade é tudo e quem não aparece, não existe. Isso certamente não ocorre por falta de qualidade do nosso conteúdo, pelo menos, não  para os meus padrões, modéstia a parte. Este blog e a sua forma de comunicação são espetaculares.
Levantamos aqui vários assuntos”polêmicos” que não foram comentados em mais lugar nenhum ou passaram a ser DEPOIS que abordamos esses assuntos, como por exemplo, a mudança de identidade do Homem de Ferro nos quadrinhos simbolizando uma verdadeira ERA DE MERDA nos quadrinhos de super-heróis, principalmente para a Marvel, que passa pela pior fase criativa de sua história. Ao longo do ano, dissemos coisas que muita gente pensava, mas que ninguém tinha coragem de dizer… E isso é do que mais me orgulho de ter começado com esta bagaça: esse espirito inflamado, contestador e sem filtros que temos em tratar dos assuntos, porém, sempre com muito bom humor – percebido por poucos – e isso não vai mudar, até mesmo porque, dada a situação em que a gente se encontra, só o que resta, é rir pra não chorar.
15171220_1620744211560880_1595838134503876825_nPor um lado essa falta de audiência e alcance reduzido é bom, pois, normalmente o que é “underground” tem mais qualidade e integridade do que o que é comercial, justamente por seu caráter independente. Por outro lado, sinto a necessidade de obter mais resultados e mais audiência ao invés de escrever para uma duzia de pessoas, afinal de contas tempo é dinheiro. Enfim, o importante é continuarmos fieis ao estilo que adotamos, a vocês leitores e acima de tudo ao que a gente acredita. Até porque, sinceramente, o  Contra é  de todos que de alguma forma ajudaram ao longo desse ano todo. E a audiência que temos não é exclusivamente feita só por comentários de alguns leitores que postam de vez em quando. Sei que há muito mais leitores do que comentadores tanto aqui quanto em qualquer outro lugar. E, bem, se  essa “mudança na linha editorial do Contra” for mesmo uma decisão inteligente, a audiência vai subir com o tempo. Se não for, vai ficar na mesma ou até cair…  Vou avaliar o resultado durante o próximo ano e, no final de 2017, vejo no que deu. Uma coisa é certa: se as pessoas em geral não leem o que escrevo, então não faz sentido continuar a escrever tanto. Se nos pagassem para isso, aí seria diferente…
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E é isso aí… Vou apenas agradecer aos amigos que deram uma força escrevendo aqui comigo, gravando os podcasts ou alimentando a nossa página de conteúdo. Valeu mesmo, galera. Agradeço também os (ainda poucos) leitores que foram passando por aqui assiduamente ao longo do ano. Em especial àqueles que de vez em quando deixam  um comentariozito em alguma postagem aqui ou na nossa página. São vocês que dão sentido a esta merda. Muito obrigado pela sua atenção. Vocês poderiam estar roubando, matando, mas passaram um tempo do seu dia nos acompanhando e lendo as nossas groselhas, hahahaha.  Prometo continuar por aqui enquanto tiver tempo, interesse e saco pra achar que ainda vale a pena me manifestar contra todos esses filhos da puta que não toleram que ninguém pense de forma diferente, que insistem em calar a boca reduzir tudo e todos ao seu gueto autista, ditatorial e cancerígeno, em que só quem se submete bovinamente e diz sim pra tudo é que consegue viver em paz – mesmo que irreal.
maxresdefault-5Jamais baixarei a cabeça pra “gente” assim. JAMAIS! Essa corja é um câncer, um cancro, uma pústula para a sociedade. Esses lixos ambulantes não passam de vira-latas obscurantistas com aspirações a ditador, convencidos de que têm todas as respostas e que só eles é que estão certos, quando só dizem merda atrás de merda, mentira atrás de mentira, falácia atrás de falácia… e tomam pra si os monopólios de todas as virtudes, mas, tudo o que sabem fazer é só destruir e apodrecer tudo por onde passam e tocam. É a essa escória que nós somos contra. E vamos continuar sendo, enquanto esta porra aqui tiver no ar.

CONTRA ESSA PORRA TODA!

CONTRA TODOS OS FILHOS DA PUTA!

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E… feliz 2018, pois, 2017 não vai prestar.
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Adriano Borges – 31/12/2016

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