A Nova “Vilã” Da DC Que Conseguiu Unir A Direita E A Esquerda… Todos CONTRA Ela

Na última edição da revista do Batman, Detective Comics # 948, os escritores Marguerite Bennett e James Tynion IV apresentaram uma nova… digo, novo, er… personagem que tá dando (ui!) o que falar: a (vamos tratar como ‘ela’ mesmo, pois assim foi declarado) Dra. Vitória Outubro. E qual é a controvérsia que rola por trás (ai!) dessa tal  Vitória, afinal? O que é uma vilã a mais ou a menos no universo da morcega? Bem, aí que tá, amigo Contronauta… Nesse caso, a pessoa de quem estamos falando, em questão de ser “ele” ou “ela” é um pouquinho mais delicada, já que estamos falando de uma personagem declarada pela DC como sendo um/uma… transexual. Sim, amiguinhos, a mais nova inimiga do Cruzado Embucetado é uma cientista maligna traveca. E isso tá deixando muita gente dos dois extremos da ferradura de bunda dolorida, como mostrarei a seguir…

As primeiras reclamações que apareceram, não poderiam deixar de ser, claro, dos SJW: a putadinha da problematização mais uma vez forçou a barra em problematizar e desconstruir alguns aspectos “impróprios” da personagem de acordo com sua opinião de merda, que vão desde a um análise de subtexto “pejorativo” na caracterização de uma personagem afirmativa por se tratar de uma VILÃ (pessoas da superclasse LGBT não podem ser retratadas de forma maléfica, perversa, ruim… logo, NÃO PODE  existir vilões LGBT em nenhuma obra de ficção) até por alguma suposta analogia de a primeira cena em que ela aparece seja no meio de um monte de silhuetas sombrias, monstros e aberrações bizarras, mesmo que ela tenha sido apresentada como uma cientista cuja especialidade seja justamente a de tratar de freaks genéticos e monstruosidades, que aliás, é do que a história se trata: monstros gigantes que invadem e destroem Gotham City. Ah, e vagabundo tá reclamando por ela andar com uma bengala e ter uma mecha branca no cabelo também.

Agora, vou dar o meu pitaco em relação a isso e acho que o que vou dizer aqui vai deixar muita gente que acompanha o Contra bem surpreso: sinceramente, eu NÃO TENHO NADA CONTRA  essa personagem e acho até que podem vir boas coisas disso. Olha só… eu li o scan da revista, que saiu anteontem e mesmo não sendo o maior fã dessa coisa de “diversidade a qualquer custo” e forçada que é a atual tendencia dos quadrinhos americanos, eu achei a hã… Doutora  um/uma personagem até que interessante e que pode dar (ui!) uma boa vilã pra galeria do Morceguinho no final das contas.  E “ela” ainda vem com o bônus (não, não é de piroca que eu tô falando, seu pervertido) de ser um gerador natural de mimimi por definição e um catalisador pra botar pra fora toda a estupidez das pessoas tanto da extrema direita quanto da esquerda. Os ultra-reacionários vão ficar putos porque “ela” é um personagem trans, gay, etc… E a esquerda vai ficar igualmente fodidinha porque a nova personagem trans da DC é um vilão retratando um representante da sacrossanta classe LGBT sob uma luz negativa – um verdadeiro “close errado” como dizem as bibonas. Ou seja, a treta tá mais que garantida e isso é sempre bom. Afinal, somos o Contra, a ira, a cólera e a discórdia estão no nosso DNA.

Fora os conflitos que vão acontecer na própria HQ, tipo: quando “ela” sair aprontando das suas, o Bátima vai poder dar umas boas porradas na cara “dela”, assim como ele faz com o Pinguim, o Charada e o Coringa (todos vilões héteros, cis, pirocos, classe média e opressores)? Por que tem as pegadinhas aí, né… “Gênero é uma construção social e você é o que você diz ser”. Fora que por se tratar de um travesti, incorre também nos “crimes” de  “homo/transfobia”.  Vai ser interessante ver a opinião das feminazis, da gaystapo, enfim, dos justiceiros sociais em geral sobre a dinâmica dessa nova personagem. Se “ela” é ou não mulher, se a representação tá sendo positiva para o “movimento”… Pra mim, vai ser tipo como no filme do Deadpool na cena com a gostosa da vaGina Caralho Carano: “Estarei sendo sexista por bater em você? Ou é mais sexista não bater em você?”, hahahahahaha. Tem potencial pra sair MUITA MERDA mesmo disso tudo. E ainda tem o próprio Batman, que, ESSE SIM, né… vocês sabem…

Brincadeira…

Apesar de que eu acho que de acordo com a repercussão negativa que ocorrer e do volume de reclamações, a DC vai acabar fazendo que todo mundo faz nesses casos: dando pra trás (ui!) e modificando a personagem do que foi originalmente concebido a algo que venha agradar o gosto dos SJW, essa galera tão gente fina e tolerante. Eu sinceramente duvido que ela seja mantida e retratada totalmente como vilã, apesar de que todos os indícios em sua primeira aparição apontem para isso. O que me lembra de outra história semelhante, também ocorrida na linha de revistas do universo do Batman, o mimimi e o bububu que se deu (ooh!) quando surgiu a vilã Dagger Type na revista da Batgirl hipster, que acabou se revelando um transexual, o que gerou muita reclamação pela galera de sempre por conta de haver tão poucos personagens LGBT nos gibis de super-heróis e quando aparece um, é justo como vilão – na verdade, esse tava mais para um vilão “crossdresseser” (um cara que se veste de mulher) do que uma pessoa trans, mesmo assim, a comparação se sustenta. E o final dessa história, qualquer um com 2 neurônios é capaz de deduzir: os justiceiros sociais estrilaram e a DC e os autores pediram mil desculpas(*). Same old, same old shit…

Independente da intenção que essa Doutora October foi criada ou como ela será usada de agora em diante, pelo menos uma coisa temos que admitir que estou contente: pelo menos ‘ela’ é um novo personagem e não um substituto ou uma deturpação descaracterizando um personagem já existente. Por que, por incrível que eu não sou totalmente contra que se tenham nos quadrinhos personagens que representem todo tipo de classe de pessoas, como no mundo real. A merda é quando uma Marvel ou DC da vida pegam vários de seus personagens masculinos e mudam o sexo, a etnia, a orientação sexual apenas para ficar bem falada no meio “progressista” e ter umas notinhas positivas na mídia adesista. Isso sim, é muita filha da putice e devidamente malhado por aqui.

Um tempo atrás saiu um estudo de que  menos de 4,0% da população americana é composta de pessoas LBGT – apesar de que os movimentos e grupos gays americanos mentem esse número pra muito mais acima, por volta de 25%. E ainda assim, parece que para a Marvel e a DC, é praticamente um requisito indispensável que ao se criar um novo personagem – ou uma personagem,  esse TEM QUE  obrigatoriamente estar enquadrado/a em alguma categoria “minoritária” e “oprimida”, de preferência da super classe LGBT. Só ver que nos últimos 3 anos, praticamente TODOS os novos personagens que surgiram nas duas editoras possuem essas características: são gays, negros, latinos, muçulmanos, etc… E isso tem acontecido também há um bom tempo na TV e nos cinemas, com a total descaracterização de vários personagens dos quadrinhos ao audiovisual. A coisa anda tão exagerada que já passou do limite do ridículo, já é praticamente um meme. Passou do “hum, será que ele é…” pro “todo mundo é gay até que se prove ao contrário”, com mudanças sem sentido sendo celebradas por pessoas que na sua grande maioria não tem contato, tampouco consomem esses produtos e por retardados que só querem posar de “boas pessoas” e ganhar uns likes por serem tão “progressistas” e “desconstruidos”.

A moda agora é aviadar TODO MUNDO e isso é muito chato. Personagens são criados hoje em dia visando a “justiça social” em primeiro lugar e não o gosto do leitor. E isso não quer dizer que o público de quadrinhos seja preconceituoso, homofóbico ou algo do tipo. Eu mesmo, não sou. Pelo contrário, acho que a maioria dos leitores são pessoas bem tolerantes e até mesmo interessadas em ler sobre estilos de vida alternativos, mas é totalmente compreensível que quando um personagem estabelecido se torna um veículo a fim de defender uma agenda específica apenas e que isso é pura politicagem, os leitores (aqueles que não são otários em cair nessas armações) ficam putos e execram essas atitudes escrotas por parte das editoras, porque é forçado, não é natural, nem traz nada de bom ao personagem, à história e muito menos pros leitores.

A maioria das revistas da Marvel hoje são de/por/para justiceiros sociais e são todas um lixo por causa disso. SJWs não gostam e não entendem porra nenhuma de quadrinhos e quando eles pegam pra fazer um, só sai merda. Não existe um gibi com viés SJW/afirmativo/indie/pós-moderno hoje em dia que preste. Todos eles são mal escritos, com personagens toscos, sem carisma, com personalidade mal desenvolvida, e o pior: nada realista ao retratar com fidelidade aquilo a que se propõem. São revistas feitas com o simples propósito de cumprir uma cota nas linhas editoriais, levantar bandeiras ideológicas representadas pelos próprios autores envolvidos (escritores, desenhistas, editores, etc…) e de “causar” e gerar publicidade rasa, superficial e inócua… “Olha esse personagem. Ele é gay, gay, gay, MUUUUUIOOOOO GAAAAAAAAAAAYYYYYSALDHSKLFSDNDJKLXHFDSHDS!!!” 

Em vez de fazer a identidade sexual de um herói uma parte, uma característica (de tantas outras) de quem eles é, hoje, o que ele faz com sua rola ou aparelho excretor ou como ela cola o velcro é a coisa mais importante e tudo o que gira em torno desses novos (e velhos) personagens. Acho engraçado esse lobby todo de que só autores de determinadas categorias é que podem escrever sobre personagens específicos e quando eles tem a chance de escrever sobre aquilo que eles entendem e tem “vivência”, o resultado seja tão porco, com personagens que são obcecados unicamente por putaria e que tem que dizer o tempo todo como acham pessoas do mesmo sexo atraentes, com diálogos de duplo sentido a cada fala e tudo feito da forma mais xexelenta e pueril possível, pra idiotas que acham que isso é ser “descolado” e “moderno”. E essa é a descrição básica de todas as HQ´s de super-heróis afirmativas que recentemente vem saindo e sendo canceladas logo em seguida, por serem um total fracasso de crítica e vendas.

Se a missão dos gayzistas  é acabar com os quadrinhos de super-heróis de vez, com essa ideia de forçar goela abaixo de todo mundo essa porra de “ideologia de gênero” do caralho… eles estão no caminho certo.

Hail Gaystapo!

 

(*) comentamos um pouco sobre essa história do vilão crossdresser da Batgirl num dos Podcasts do Contra, mas agora não lembro qual, então, seguem os dois aí. Seja como for, são dois programas muito bons e valem a pena serem ouvidos:

https://contra52.wordpress.com/2016/08/05/podcast-do-contra-01-batman-piada-mortal-e-justicagens/

https://contra52.wordpress.com/2016/09/19/podcast-do-contra-03-as-piores-cagadas-da-dc-comics-e-uma-critica-a-imprensa-especializada-de-quadrinhos-no-brasil/comment-page-1/

4 comentários Adicione o seu

  1. A.L.I.E.N.I.S.T.A. disse:

    Lixo esse lance de SJW se meter em obras de ficção. Isso está ocorrendo até em mangás: https://maisdeoitomil.wordpress.com/2016/04/13/problematizando-a-transfobia-em-one-piece/

    Curtido por 1 pessoa

    1. Imperador disse:

      No caso dá gente aqui no Brasil, o máximo que podemos fazer é palpitar, como aqui no Contra. Mas o foda é que sempre tem esses fdps nos países onde essas coisas são originalmente publicadas e eles é que são nocivos à liberdade criativa dos autores e editoras. Ainda bem que ao menos por enquanto no Japão eles estão pouco se fodendo pra pitaco de justiceiro social.

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  2. A.L.I.E.N.I.S.T.A. disse:

    Sim concordo, mas mesmo assim me preocupa esse pensamento câncer que estamos vivendo.

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  3. A.L.I.E.N.I.S.T.A. disse:

    Pior que gostei do personagem e do background, só que o lance de ser sapata travecão não me importa. O pessoal tá dando uma valorizada em cima disso absurda que, mesmo que você crie um personagem bom e tenha como uma característica bem explicada por ele ser gay, trans ou qualquer adotado como coitadinho na mão dessa gente vira uma dor de cabeça tanto pra turma dos SJW quanto pros caipiras de direita. O problema de mexer em sexualidade hoje em dia é isso, mas também não há tanta importância dependendo do caso, ou isso vai se desenvolvendo com o tempo.

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