Logan: Um Filme Medíocre embrulhado num pacotinho de Hype

Como nosso contronauta tradicional, você deve saber, como sempre, que o Contra, o Blog Mais Maldito da Internet, é também o Melhor Blog da Internet. E isso não é de graça.

Cada um nos nossos editores, redatores, pensadores visionários, tem sempre uma coisa em comum: auspícios sobre as verdades da vida que poucos conseguem enxergar, e coragem de desafiar as turbas de mentes covardes que se semearam durante o expurgo negro, também conhecido como “Inclusão Digital”. -Além disso, gostamos de cagar regra sempre que possível.

Dito isso, nem mesmo nós, sábios e experientes como somos, temos maestria em TUDO. Cada um de nós compartilha algum conhecimento, mas outros são exclusivos. E ainda que, de fato, ele tenha acertado em alguns aspectos, deixou basicamente tudo o que importa de fora.

E que merda foi aquela de “ideologia de gênero”??? Que ideia de girico!

Mas, vamos ao filme… E aqui, claro, vai chover spoiler. Então veja o filme antes de continuar daqui (recomendo os piratebay da vida, não acho que vá valer o ingresso), ou leia o que importa do filme aqui, e gaste seu dinheiro com coisa melhor.

Ou vá ver a porra do filme, dar a bunda, qualquer coisa. Não sou teu pai, porra!

Antes de entrar no filme em si, quero levantar uns pontos importantes:

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Hugh Jackman é um HOMÃO DA PORRA. O que isso significa?
Que a medida do tempo, o bicho foi ficando cada vez mais sarado, muqueado. O cara é um monstro que daria um cacete no Jason Statham. Embora nesse filme ele esteja com um físico um tanto mais realista. Pra um monstro maromba, claro.
O que isso adiciona pro filme, pro personagem (que no gibi é um baixinho com perfil de paraibano cachaceiro)?
Nada. Porra nenhuma.

Ele também, através dum violento trabalho de mídia social, conseguiu se vender no seu próprio carisma. Daí a origem de Homão da Porra, aquele Cara que todo mundo quer ter como amigo pra pagar a conta do bar e essas viadagens.
O que isso adiciona pro filme?
Nada. Porra nenhuma.

– Esse filme é o fim de 17 anos de sucesso e carisma do australiano com o personagem.
É o fim. Mas convenhamos, não estamos falando de 17 anos de sucesso e reconhecimento.
Recapitulando:

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X-Men (2000): Tá bacana no filme, competente e tudo mais. Mas em retrospecto, assim como o resto do filme, não envelheceu muito bem. Ainda assim, ponto pra ele.

X2 (2003): Mesmo com toda a estética do primeiro filme, é muito, MUITO melhor. Empata como o melhor filme da franquia, se não for o melhor por si só. E verdade seja dita, o filme é bom porque aqui, o Hugh Jackedman carrega a porra toda nas costas. Ponto pra ele.

X-Men: O Confronto Final (2006): O filme mais bosta da franquia, e talvez, de todos os tempos. O filme é uma bagunça do cacete. E pra foder com tudo, o “Wolverine” (porra, que nome ridículo, hahahahahahaha. Empata com Carcajú nesse critério), é parte central dessa bosta toda. Menos 2 pontos, 0 x 0 de novo.

X-Men Origins: Wolverine (2009): Esquece, ESTE é o filme mais merda de todos os tempos. Ou Batman VS Superman. Ou Esquadrão Suicida. Mesmo assim, é um filme muito bosta. É como o Rei Midas, mas ao invés de ter o Toque de Ouro, tem o Toque de Merda. Este filme é a versão cinematográfica do Rei Merdas.
E como o título entrega, é a porra toda sobre o “Wolverine” (hahahahahahhahahha). -2 pontos, homão da porra ta com saldo negativo.

X-Men: First Class (2011): Tem 1 cena, e uma fala. Fuck-off. 100% da(s) fala(s) dele são Fuck, ou derivados.
Ou seja, mais Rated-R do que no próprio Logan. Tudo igual, segue o jogo!

The Wolverine (2013): Um dos filmes mais odiados da franquia, mas um dos meus favoritos. É praticamente independente em relação aos outros filmes. Faz referência aquela bosta de X-Men 3, mas de um jeito que não te obriga a ver aquela bomba. E o único aspecto dos outros filmes é a Famke Janssen de lingerie. A trama é fechadinha e interessante, e a ação é muito bem feita. Praticamente todo o filme rola no Japão, e a fotografia reflete isso muito bem. Mais 2 pontos aqui, 0 x 0 de novo.

X-Men: Days of Future Past (2014): Só 8 aninhos depois de X-men 3, tiveram coragem de botar o Wolverine (HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA) em um filme da franquia principal, ao invés de algum spin-off tapa buraco caça níquel. E fizeram em grande estilo, começando com um close-up anal do HOMÃO DA PORRA. Apesar disso, o filme é muito bom, e mesmo participando dele mais na tangente da história principal, o Wolverine (HhahaHahaAHAHaahahAHAHAhaha) cumpre seu papel. 1 ponto.

Deadpool (2016): Talvez a melhor participação dele nestes 17 anos. Se não viu, pode acompanhar abaixo. Mais 1 ponto.

X-Men: Apocalipse (2016): Não vi essa bosta ainda, mas já falaram que ele só tem uma participação especial. Estilo Arma X. Segue jogo.

Dezessete anos depois, e o jogo termina em Logan. O saldo até aqui? Não tou contando essa porra.
Mas é claro que não temos uma filmografia aclamada. Temos um ator carismático, numa franquia cinematográfica com alguns altos e muitos baixos (e digo isso como eufemismo).

– “Ui, esse filme é Rated-R! Revolução na indústria cinematográfica!”

Recentemente tive uma discussão saudável, no Facebook, com meu grande amigo Howard Mackie (criador da maior Mega saga de todos os tempos, a Saga do Clone do Homem-Aranha) sobre este filme. Ele perguntou “Meu chapa, seu Orvalho de Caralho, por que você me diz que levaria uma criança de 11 anos pra ver Logan no cinema, mas não Deadpool?”

A resposta aqui é a mesma que daria a vocês: DP é um filme feito, de fato, para adultos, ou pelo menos, pós-adolescentes. É um filme de comédia, e ponto. Mesmo durante os excelentes momentos de ação, o humor está presente a cada quadro.
E é aí que entra o Rated-R. Uma criança não entenderia as referências a George Michael, por exemplo, do jeito que ela foi escrita realmente. Mesmo um adolescente, entenderia uma piada como a do Dia da Mulher, mas não entenderia como uma pessoa que passou por um relacionamento como um adulto. Ele é um filme que só funciona feito dentro do Rated-R.

Em Logan, toda a trama funcionaria perfeitamente, dentro do PG-13. O conteúdo restrito do filme se resume a: violência gráfica, num nível que já estamos acostumados, mas temperados com efeitos visuais não convincentes (sangue em CG, nunca funcionou, nunca vai funcionar, e próteses genéricas); palavrões, especificamente, Foda-se, e Filho da Puta, palavras que fazem parte do vocabulário de qualquer criança de 4 anos. Por sinal, um grande mérito deste filme é a dublagem nacional.
E se você acha que algum conteúdo da história é “maduro” a ponto de justificar a classificação, é só lembrar que o fim do livro “O Pequeno Príncipe” é uma criança se suicidando por saudade de casa.

Então, se você acha que o filme seja realmente maduro, talvez na verdade você que seja retardado no seu desenvolvimento.

Agora chega disso, vamos ao filme:

O filme é um Road Movie, que se passa num futuro próximo. Tão próximo, que consegue se mostrar mais retrógrado do que os anos 60, 70, dos Prequels. Fora os membros biônicos dos vilões, a única cena que mostra algo minimamente futurista, são um par de ceifadoras de trigo gigantes, à noite. E diferente do trailer, que tentava vender a ideia de um futuro pós-apocalíptico (ou algo parecido), na verdade, era só o México de sempre.

Nesse futuro, Logan é um velho fudido que só pensa em coisas góticas (como minha vida é uma merda, quero morrer) e age apropriadamente (“beber goró, se mijar e dormir na rua. Quem mandou tirar o uniforme colorido pra usar aquelas jaquetinhas pretas “dumau”?) depois de levar uma vida de herói mundialmente conhecido, que por sinal, é algo que nesses 17 anos de franquia X-Men, nem é referenciado.

Na verdade, esse filme é completamente desligado de praticamente tudo o que veio antes. Normalmente isso seria um ponto positivo, fazer um filme fechado e independente. Mas ao invés disso, ele é calcado em todo um background que nós não vimos. E que fica arrastando a história o tempo todo, pra trás.

De volta a trama. Ele é esse velho fudido, que fica fazendo bico de Uber, pra juntar uma grana pra levar o velho cagão Prof. Xavier (aqui interpretado pelo velho cagão Patrick Stewart, e não pelo jovem cagão do James McAvoy, e atuando como ele mesmo) pro meio do mar, porque no futuro ele está demente, é o psi-coco mais poderoso e tal. E, no único plot retirado do gibi Old Man Logan, ele é o X-Man que matou todos os outros X-man em algum momento do passado, em outro background que influencia o filme todo, mas que é jogado bem por cima numa cena no meio do filme.

Na verdade, a adaptação de Old Man Logan, anunciada no começo do projeto, já havia sido claramente abandonada, e isso nunca foi algo que a Fox escondeu. Então fanboy do caralho, PARA DE RECLAMAR que esse filme não tem nada de Old Man Logan. Embora, mesmo sabendo que é um gibi inadaptável pro cinema, o trampo do fodinha do Mark Millar ficaria muito bacana. Mas como já sabemos, por conta desses últimos 80 anos de filmes de quadrinhos do cinema, NUNCA teremos adaptação fiel de porra nenhuma. Por mais legal que seja a ideia de sempre usar filmes pra contar histórias originais, nunca veremos na tela preta O Homem sem Medo, A Morte do Capitão Marvel, A Ultima Caçada de Kraven, ou muitas outras histórias fantásticas, que poderiam REALMENTE mudar a cara do cinema. Só o eventual 300, Sin City, ou outra merda de insignificância no mercado.

Voltando, de novo, pro filme. Ao invés do Logan ter sido o assassino dos X-men, como no gibi, foi o velho cabeça-de-pinto. O que torna todo o auto sofrimento do Logan mais “gótico doador de rabo” ainda. Tudo bem ficar na fossa, pela merda fodida que rolou. E tentar ajudar o Xavier, levando em conta o passado dos 2. Mas o que temos é um filme com um Logan no fundo do poço, de ponta a ponta. O bicho começa numa deprê fodida, e vai com ela até a tumba, praticamente. Na verdade, o fato de Hugh Jackedman ter aprendido a atuar por conta dos outros filmes só agrava o problema. Por conta dele, você assiste ao filme no mesmo clima de fossa do homão da porra. E aqui, todo o carisma do cara não adianta de nada.

Quanto ao Xavier, foi trabalhado sobre uma premissa teoricamente interessante: o que acontece se a mente mais poderosa do mundo passasse a sofrer de demência. Teoricamente. Quando você pega esta premissa e tenta jogar ela no filme, o resultado não podia ser outro: um personagem, que é um velho cagão e babão, que nos momentos de maior lucidez, passa o tempo recitando as Frases do Coringa™. Além disso, serve de Deus Ex Machina, sendo usado mais como desculpa pras coisas que acontecem (veja bem, coisas que acontecem, não narrativa, trama, ou enredo) do que qualquer coisa. Até a sua morte em algum momento no meio do filme.

Importante falar por cima do Caliban. E aqui, colocar um adendo, que minha opinião sobre ele é afetada diretamente pelo personagem nos quadrinhos. No filme, ele está bem próximo a versão clássica do personagem, como Morlock. Mas pra mim, ele era um dos membros da X-Force, da época do Fabian Nicieza, e se bem me lembro, do Mestre Liefeld, que deu sua visão pro personagem. Fugir dessa visão mais popular do personagem foi cagada, em minha opinião. Pior, chamar o (excelente) humorista Stephen Merchant pra interpretar o bicho, cuja fala mais engraçada no filme é, possivelmente, “Eu sei que você anda com esta bala para se dar um tiro na cabeça”.

Falando nisso, que bosta de morte foi aquela, caralho? Uma das poucas coisas que ficam bem estabelecidas é que, apesar de ser um fodido, o Caliban tem bastante respeito pela própria vida. A ponto de cogitar largar toda aquele triângulo amoroso “à mexicana” Logan/Xavier/Caliban, considerando o risco. Eu sei que pode soar como alguém catando pulga no meio do negócio, mas aquilo FOI suicídio.

Depois de um punhado de enrolação, a tal Road Trip começa. A meta: levar Laura, filha de proveta/clone/qualquer coisa de Logan pra divisa do Canadá, cruzando o cu dos EUA e evitando maiores gastos do orçamento do filme com efeitos futuristas, desta forma fugindo dos Carniceiros, os vilões do filme. A meta é entregar Laura pros seus amiginhos mutantes. Eles são os últimos Homo Superior, numa subtrama que começa e termina em 4 falas espalhadas no decorrer do filme.

Aí temos, de fato, a maior cagada do filme. Depois que eles pegam a estrada, em uns 25 ou 35 minutos de filme, é possível cortar direto pro final, na chegada nas coordenadas do gibi. O filme é um emaranhando de seqüência e acontecimentos que não acrescentam nada a trama. Caliban morre, Xavier morre, mas o único desenvolvimento real dos protagonistas é a quilometragem do carro.

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E dá pra entender o por que. Quando a equipe viu que fazer uma adaptação de Old Man Logan era inviável, eles ficaram numa sinuca. Precisavam entregar algo a nível da promessa, mas não tinham o cacife pra isso. Sem contar aquele “mandate” bacana do pessoal de cima, de que esse filme precisava ser Rated-R. Então viram que a “sub-franquia” não valia porra nenhuma mesmo, e chutaram o pau.
Pegaram toda merda que eles acharam bacana, e bateram no liquidificador. Resultado: você percebe a toda hora as referências que eles usaram. Desde Mad “Mex”, westerns americanos clássicos, de heróis puros em mundos violentos, Last of Us, Uber, o Profissional, Orange is the New Black, Terminator, Django, gibis do X-Men…

Sim, até isso! Tudo aqui é usado como referência, igual aquele meme merda do capitão América. É tudo referência, nada tem peso. O plot não se amarra. E os personagens não evoluem.

Como já falei, o Logan não muda, de ponta a ponta do filme. Mesmo depois de tudo, ele ainda larga a filha pra sair no meio do mato pra fazer “troca-troca” com o Rictor. O que, como bom leitor, sabemos que não vai dar em nada. O único momento em que ele percebe a importância da menina na vida dele, é quanto ele está com uma porra duma árvore atravessada nas tripas. E então, fim do filme.

MORTE DO LOGAN
Sim: o Logan MORRE no final

Quanto a Laura, a personagem perdeu toda a força, pela putaria de clichês que ela representa. Ela é o Filhote do Lobo Solitário, a Matilda do Leon, o velho do Last of Us com a novinha do Last of Us (que é do onde saiu, por sinal, o visual molecão completamente destoado dos quadrinhos), Chiquinha maconheira e Madruga cracudo, ou até o mini Hulk do final de Old Man Logan. Nem dá pra chamar mais de clichê, em uma dupla arquetípica. E muito, MUITO, da Eleven de Stranger Things. Mas tudo é feito de forma que a personagem, assim como o resto do filme, não passar por nenhuma mudança, nenhuma evolução.

Uma das coisas mais interessantes da Eleven, como personagem, que foi meio jogado na Laura, é o fato dela ser uma Arma de Destruição em Massa ambulante, mas no corpo extremamente poderoso de uma criança, com uma mente subdesenvolvida. E é isso que Laura é. ATÉ o momento onde ela revela que sua mente não é próxima a de um animal. Ela sabe distinguir bem e mal, de forma satisfatória pra alguém da idade dela. Ela fala, e bem. E dirige. E sabe comprar um carro.

Ou matar por ele. Neste ponto, a personalidade da guria está tão mal representada, que não dá pra saber o que diabos ela faria naquela altura do campeonato. Embora, se você ver a Laura no final do filme, em retrospecto, ela com certeza comprou o carro. EMBORA, em retrospecto, quando ela agia feito uma babaca com outras pessoas (como o rapaz da vendinha), não era porque ela era socialmente limitada por uma vida forçadamente reclusa, mas sim porque era uma babaca mesmo. Embora, nós saibamos, no fim, que com certeza esta não era a intenção do diretor, foi só um trabalho porco mesmo. Não é uma evolução, não há um aprendizado. Em um passe de mágica (ou Deus Ex Machina) ela começa a falar bem quando o Xavier morre. Afinal, monólogos do mutante cachaceiro até o fim do filme não ia dar pra aturar. E quando você entende a personalidade dela, vê que ela termina o filme do mesmo jeito que começou.

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Quanto aos vilões, como sempre, o desperdício. O cientista maluco é o típico personagem que só está na história pra morrer. O Terminator Logan, apesar de visto como ponto negativo no filme, cumpre seu papel. Afinal, o único que pode matar o fodão, é ele mesmo. Donald Pierce tem seus momentos, mas do meio pro fim do filme, fica largado. E seus Carniceiros, são mais um potencial desperdiçado. Com um background bacana nos gibis, aqui eles são um banco de mercenários aleijados. Porra, tem toda uma cena de ação onde NINGUÉM SE MEXE!

Caralho, porque você ta lendo tudo isso? Uma CENA DE AÇÃO , onde SÓ O HERÓI SE MEXE!

Quem foi o imbecil que achou que isso seria uma boa ideia?
Os imbecis que fizeram esse filme.

Autor: Astrólogo Orvalho de Caralho

Também conhecido como Sr. Caralho. Só Caralho entre amigos.

6 comentários em “Logan: Um Filme Medíocre embrulhado num pacotinho de Hype”

  1. Nem me animo de ver essa bosta, sério. Toda a análise séria que eu leio me remete a um filme naturalista de péssimo gosto. E naturalismo para adaptação de filmes de super heróis e tão bom quanto colocar arsênico num prato de macarrão.

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  2. Antes de sair falando mal do roteiro dos outros em textão da internet, você deveria aprender a escrever sem parecer que está fazendo uma produção de texto da quarta série. Depoooois vem falar sobre construção de personagens – assunto do qual claramente você não entende nem o básico.

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