Machismo Versus Feminismo: O Centauro contra a Amazona

O SIMBOLISMO DO CENTAURO

A simbologia do Centauro de acordo com a as tradições mitológicas, é a da hiper-masculinidade, da masculinidade agressiva e do ímpeto selvagem masculino. Porém, na sua versão benéfica, quando prevalece sua parte superior sobre sua parte animal, é a da força a serviço do bem, do altruísmo, da nobreza, da honra, do heroísmo, da sabedoria, e das artes em geral, das artes militares e das artes medicinais.
Os centauros viviam guerreando, saqueando, e estuprando mulheres, ou ajudando e preparando os heróis. Se associam aos centauros as tribos salteadoras exogâmicas que para se casar sequestravam mulheres de outros locais. Os cavaleiros das estepes e também os cavaleiros andantes, que vagavam pelo mundo em busca de desafios e aventuras e arrebatavam os corações das donzelas. O próprio Júpiter, planeta que na astrologia rege o signo de Sagitário, tem em seu mito elementos que o associam ao centauro, pois como homem, ele também representa o fecundador ostensivo e promíscuo, o macho alpha que é casado mas não é controlado pela esposa e se envolve em incursões sexuais extra conjugais das mais variadas. Por fim, são tanto Júpiter quanto os Centauros, uns dos maiores símbolos do Patriarcado e do domínio masculino. Por isso o centauro foi eleito como símbolo e o mascote da nossa página e do nosso movimento, e estará sempre na nossa imagem da capa.

O SIMBOLISMO DA AMAZONA E AMAZONOMAQUIA

As Amazonas, são tidas pela mitologia como sociedades alternativas exclusivamente femininas, em geral mulheres corajosas e guerreiras que se insurgem contra a ordem patriarcal. Esse mito representa – tal como outras figuras femininas – a feminilidade rebelde ou dominadora, destrutiva, separatista e independente. Sua sociedade é mantida através da relação casual entre suas mulheres e homens estrangeiros com a única finalidade de reprodução, assim, ocorre que caso a criança seja menina é mantida, caso seja menino é descartado. Essa sociedade representa um potencial dentro da feminilidade. Na natureza, temos como exemplo desse tipo de feminilidade dentre as espécies mais notórias as dos Leopardos e das Hienas, mas principalmente a aranha Viúva Negra, o caso mais extremo, pois trata-se de uma espécie em que não apenas a relação entre macho e fêmea se da por motivos exclusivamente de procriação, mas também que o macho não tem qualquer outra finalidade do que a de fecundador e depois da cópula é assassinado e devorado pela fêmea.
Nessas espécies, constatou-se que as fêmeas possuíam semelhança ou superioridade física em relação aos machos e elevados índices de testosterona. No passado se achou até mesmo que a Hiena malhada fosse hermafrodita, pois que possuem oque os biólogos chamam de “pseudo-penes”, um clitóris avantajado que chega a ser até maior do que o penes dos machos. De certa forma isso também se aplica as Amazonas, que são masculinizadas e tem no seu epicentro não a feminilidade, mas a androginia e a homossexualidade feminina, bem como a necessidade de competir com os homens e supera-los nas áreas que lhes são próprios. Da mesma maneira é o feminismo, que apesar das justas reivindicações que fazem para todas as mulheres, tem no seu epicentro o lesbianismo-político e o desejo despótico implícito de dominação de umas fêmeas sobre todas as outras, que invejam o homem e querem tomar seu lugar.

 

Freud demonstrou que, mesmo no âmbito estritamente sexual as mulheres tem inveja do homem e do seu órgão sexual que gera fascinação e perplexidade nelas, é a “inveja do penes”. Beatriz Preciado, a feminista espanhola, afirma que desde criança sempre quis ser homem, e faz uso de testosterona sintética para se tornar mais masculina. Portanto a testosterona entre as feministas é tida ora como veneno e ora como remédio para tratar a fêmea invejosa. Tais mulheres, diante do dilema da sua inferioridade, só tem como único objetivo de vida deixar de ser mulher e/ou igualar os sexos, seja masculinizando-se, seja emasculando o homem. A revolta feminina nunca é fruto pois, apenas de um sentimento legítimo de justiça, mas de negação da diversidade sexual e do falo, bem como a castração do homem. A negação do falo e a castração, que também são um assunto a parte, foi amplamente defendida no manifesto SCUM, além de ser um dos atributos da deusa Lilith, a rainha das trevas, que é outro importante símbolo do movimento feminista.


A utopia Amazônica, portanto, não é só independência mas inadequação, transgressão e desafio, e ao contrário do que ocorreu no passado, hoje já não pode existir de outra forma, não pode existir senão como desrespeito a natureza humana e a ordem social normal. Ás Amazonas – que em tudo são, na verdade, exatamente eternas feministas – foi dado um nome que demonstra exatamente o caráter negacionista de sua existência, que é o de “Androktones”, que significa “Matadora de homens”. Outrossim, muitos pensam que pode haver neutralidade, mas não pode. E é esse ponto que os elementos mais dispares vão de encontro, pois elas sabem que só um lado pode vencer essa disputa, e se derrotados, seremos completamente subjugados. Não há conciliação, como se diz na tradição chinesa: “Quando Yin disputa com Yang, a disputa é certa.” Quando há ordem, os Homens governam as Mulheres com o consentimento dessas, mas havendo disputa, um dos dois lados vai subjugar completamente o outro, e não resta dúvidas de que tendo um dos lados que ser escravizado e explorado, é preferível que seja o da Mulher.
O Estado Amazônico não está pleno, mas está em formação. A força Amazônica está em ascensão exponencial e precisa ser parada com urgência. Tal como no passado, precisamos reagir ao desafio, precisamos responder ao ultraje Amazônico. É a hora da coalizão heroica e guerreira destinada a guerra contra as Amazonas chamada Amazonomaquia. Irá o futuro repetir o passado, e afirmar de forma inexorável o destino Amazônico de humilhação e derrota? Essa batalha, eu sinto, será até agora a que mais terá importância. Pois envolve os maiores riscos e coloca muito mais em jogo. Muito mais que “muito mais”, eu diria, coloca tudo em jogo. Essa pode ser a batalha final, perder ou vencer essa batalha, portanto, pode significar vencer ou perder a guerra, e é essa guerra que vai definir se o mundo será o mundo da prosperidade e liberdade patriarcal, ou o mundo do terror Androktone e da ditadura Amazônica.

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