Grandes Problemas Brasileiros: O Galvão Bueno

Você tem que admitir: Galvão Bueno, o imortal narrador-comentarista-torcedor que é parte integrante do riquíssimo folclore nacional, é um cara que desperta como ninguém o lado passional das pessoas. Principalmente daqueles que acompanham os jogos que ele narra (e torce) do “menino” Neymarrrrrrrr. Uma coisa obvia em suas transmissões é o seu jeito único de narrar e deixar claro pra qualquer boçal pra qual time ele está torcendo naquela ocasião. Mas apesar disso, uma questão que nunca foi respondida é pra qual time que realmente pertence o coraçãozinho do “queridíssimo” Galvão. Algumas pessoas tem suas teorias…

Aqui em São Paulo todo mundo diz que ele é Corintiano. Os corintianos já dizem que ele é palmeirense. O próprio se diz flamenguista (e como não seria, trabalhando pra Globo, né?). Uma teoria desmente a outra, mas uma coisa todas tem em comum: ninguém quer ter o Urubuzao-Bueno ao seu lado na arquibancada num jogo do seu time. E se for numa final de campeonato então, que ele nem esteja no mesmo Estado de preferência. Vai ver essa má reputação procede de seu extenso e vergonhoso currículo, que entre outras tem:

1982 – eliminação do Brasil de Telê Santana da Copa do Mundo pela Itália;
1986 – Brasil dança mais uma vez – e a Argentina fatura o título;
1990 – fracasso da seleção do Lazzaroni;
1994 – morte de Ayrton Senna;
1994 – São Paulo perde a final da Libertadores nos penaltis pro Vélez Sarsfield do grande goleiro Chilavert em pleno Morumbi lotado (eu estava lá);
1995 – atual – Rubinho (aposta incondicional de Galvão) nunca saiu da mediocridade;
1996 – Avião dos Mamonas Assassinas despenca na Serra da Mantiqueira – eu sei… isso possivelmente não deve ser culpa dele (mas eu disse “possivelmente”), mas é só pra enriquecer (mais ainda) a fama de pé-frio do Galvão;
1996 – Nigéria derrota o Brasil na final das Olimpíadas;
1998 -Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrroooooooooooooooooonaldiiiiiiiiiiiiiiiiiiinhooooooooo(gurc!) ooooooooooooooooooooooo passa mal na final da Copa e o Brasil perde de 3X0 pros franceses.;
De 2000 pra cá – O pequeno gigante São Caetano (minha terra). perde todas as finais que disputou – e agora foi rebaixado pra segunda divisão do Brasileirao;

2001 – atentado terrorista destrói as torres gêmeas do WTC, deixando inúmeros mortos e feridos ;
2006 – França elimina Brasil da Copa mais uma vez;
2007 – Boca Juniors enfia um chocolate no Grêmio e vence a Libertadores 2007 – Sai na porrada com um diretor de jornalismo da Globo (boniiiiiito…);
2008 – Avião da TAM, menina Isabela, furação em Nova Orleans- EUA, caso Eloá… 2009 – a decadência do São Paulo Futebol Clube, queda do boing 737;

2012 – Corinthians conquista o Mundial Interclubes;

2014 – 7×1;

2015 – Brasil eliminado da Copa América pelo paraguai;
E isso só nos últimos 36 anos…

Pra você ver como são as coisas… o cara era o maior fã do Ayrton Senna e vejam só no que deu. Depois foi o “Rubinho Pé-de-chinelo” que Galvão profetizou que seria o novo Senna – e que nunca foi para frente (got it?). E o Rrrrrrrrrrrrrrronaldiiiiiiiiiii(acho que vou enfartar!)oooooooooo-ooooooooooooo-ooooooo “Fenômeno”? Será que teriam acontecido tantas zicas com o cara (joelho bichado, esfiha estragada na final da Copa de 98, obesidade, aquele ridículo corte de cabelo, casamento com a Cicarelli, orgia com traveco…?) se o Galvãozão não o tivesse pegado pra babar ovo e idolatrá-lo como o mito (o novo Pelé) que ele nunca foi? E nem vamos começar a falar da chupação de ovo do mau caráter do Neymar…

Agora uma coisa engraçada: mesmo quando não rola monopólio da Globo e os conchavos do Plim-Plim com a CBF – os famosos contratos de exclusividade – e tem jogos que são transmitidos por outras emissoras, a rede do sr. Roberto Marinho (in memoriam) consegue ficar com a grande maioria do público. Quero dizer… por mais tosco e criticado que seja, o Galvão consegue trazer pro seu lado a maioria do povão.

E não é só no futebol que o Galvão Bueno dá as caras não. Onde tiver algum evento esportivo “importante”, lá estará ele. Com suas sacadas espetaculares e contundentes (cala a boca Magdo!), justificando todo o status que ele adquiriu em seus lendários anos e anos de carreira (passa o pratinho, Casagrande). Até nos games de futebol do Playstation ele imortalizou sua prestigiada voz – e o pior é que a molecada adora!

Reconheço com um pouco de vergonha, que por mais que eu tenha motivos de não gostar da rede Globo e bla bla bla, simplesmente não tenho saco de assistir jogos de futebol em outro canal. Acabo sendo mais um “amigo da Rede Globo” por opção e juro que não sei explicar por quê. Será que além de um péssimo narrador, Galvão também exerce sob os telespectadores algum tipo de controle hipnótico? Qual será seu segredo? Como ele consegue mesmerizar as pessoas fazendo-as aturar suas horríveis narrações mesmo sabendo o quão toscas elas são?

Se prestar atenção nas transmissões da Globo, em todos os jogos, sempre vai aparecer algum patético Zé-ninguém querendo aparecer na “telinha” com um cartaz com dizeres do tipo: “Alô Galvão”, “Eu te amo Galvão”, “Galvão, é nóis aqui na Globo”, “Galvão, estou grávida”, “Galvão, quero dar o c* pra você”… com certeza isso é algo pra se indagar: Como um cara tão publicamente odiado e execrado pode ser também idolatrado em rede nacional pelas mesmas pessoas que dizem não o suportar? Esse é um paradoxo tão indigestamente complexo que nem Freud explica (ou explicaria).

Outra coisa estranha alem de seu cabelinho penteado sempre para trás (por que será?), seus terninhos sempre ostentando orgulhosamente o emblema da emissora que lhe paga o pãozinho de cada dia, do seu enorme nariz de tucano e a façanha de não morrer engasgado com sua enorme língua é o fato de o figura só aparecer da cintura pra cima. Será que sua reputação de pé-frio-filha-da-puta é verdadeira e Galvão pertence a alguma espécie bizarra de seres que tem os dois pés enfiados em gigantescos blocos de gelo maiores do que o iceberg que afundou o Titanic?

Vale frisar também a sua predileção (um tanto improvável) por artistas baianos pra embalar as campanhas da seleção em Copas do Mundo. Com a gostosa da Ivete Sangalo (quando é que ela vai posar para Playboy?) deu certo em 2002, já com o Olodum em 2006, não.

Concluindo: Galvão Bueno pode ser muitas coisas pra você: (um péssimo) narrador, torcedor, comentarista, chupador de pica do Neymar, corinthiano, palmeirense,  – (menos são Paulino!!! Sai pra lá Urubuzão!!!), filho-da-puta mor, objeto de desejo (afinal, tem gente que gostaria de dar o rabo para ele, se duvida preste atenção nos cartazes quando for ao estádio ou mesmo pela TV), mas uma coisa é certa: vamos ter que aturá-lo por muuuuuuuuuuuito tempo. Ainda mais se ele realmente pertencer à (já citada anteriormente) estirpe dos Illuminatti brasileiros, proféticos imortais detentores da água da vida. Se assim for, prepare-se pra se ver velhinho(a), daqui à 50 anos, sem dentes e num asilo, junto com mais uma cambada de contemporâneos, tão ou mais senis que você (Nossa! Que visão mais niilista!), na frente de uma holo-TV sintonizada no Plim-Plim – que a essa altura já terá dominado o mundo e as galáxias – vibrando ao som da voz do Mestre mais uma vez: “Goooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool!!!!! É!!! É do Brasiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiil!!!!”

Brasil-sil-sil-sil-sil-sil…

Galvão Bueno: Vergonha Nacional!

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